Documentos com orientações para pênaltis são encontrados em vestiário após eliminação do Brasil
Materiais de estudo da comissão técnica, incluindo orientações para o goleiro Alisson, foram descartados após derrota para a Noruega
Por Diário Local
Materiais de estudo e estratégias de cobrança de pênaltis preparados pela comissão técnica da Seleção Brasileira foram encontrados após a eliminação do Brasil para a Noruega na Copa do Mundo de 2026. Os documentos, que continham orientações detalhadas para o goleiro Alisson, acabaram não sendo utilizados porque a equipe foi eliminada durante o tempo regulamentar ou na prorrogação.
As anotações, feitas à mão, funcionavam como um guia estratégico para o goleiro brasileiro caso a partida fosse decidida nas penalidades. O material incluía dados precisos sobre cada batedor adversário, como o nome do jogador e o pé predominante utilizado nas cobranças.
Além da identificação, os relatórios detalhavam as características técnicas de cada batida. No caso do atacante Haaland, por exemplo, a instrução técnica indicava que, quando o jogador vai direto para a bola, a batida costuma ser cruzada.
A comissão técnica também elaborou um relatório específico sobre o goleiro da Noruega, Nyland. Nessas notas, o corpo técnico instruía os jogadores brasileiros a realizarem as cobranças de pênalti em altura para tentar superar o arqueiro adversário.
A estratégia de cobrar o pênalti alto foi testada durante a partida, embora sem o desfecho esperado. O goleiro Nyland chegou a defender uma cobrança de Bruno Guimarães, mas sofreu um gol na tentativa de Neymar.
A divulgação desses documentos ocorreu após a derrota da Seleção Brasileira, que encerrou sua participação no torneio sem que o plano de disputa de pênaltis fosse colocado em prática. O material foi encontrado e descartado após o término do confronto.
O uso de materiais de estudo para disputas de pênaltis é uma prática comum entre comissões técnicas durante as fases eliminatórias de grandes competições. O objetivo é minimizar o fator sorte e aumentar as chances de sucesso através do mapeamento de padrões dos batedores.
Com o fim da participação brasileira na Copa de 2026, o planejamento estratégico focado nas penalidades tornou-se um registro de uma etapa da competição que não chegou a ser enfrentada pelo Brasil sob as condições previstas.
