Presidente da Uefa propõe Nasser Al-Khelaifi para a presidência da Fifa
Aleksander Ceferin busca convencer o presidente do PSG a disputar o cargo em meio a crise na gestão de Gianni Infantino.
Por Redação Diário Local
O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, pretende incentivar Nasser Al-Khelaifi a concorrer à presidência da Fifa. O movimento ocorre em um cenário de desgaste da atual gestão de Gianni Infantino, que sofre oposição de diversas federações continentais que defendem sua saída do cargo.
Al-Khelaifi, de 52 anos, é o presidente do Paris Saint-Germain (PSG) e também lidera a Associação de Clubes Europeus, órgão que representa os interesses dos clubes profissionais do continente. De acordo com informações do veículo britânico TalkSport, várias associações ligadas à Uefa apoiariam o dirigente do clube francês em uma eventual disputa pela cúpula do futebol mundial.
Embora receba o apoio de Ceferin, o presidente do PSG não demonstrou interesse inicial em se candidatar ao posto. O mandatário da Uefa deve tentar convencer o dirigente francês durante uma reunião prevista para ocorrer em breve.
O encontro entre os líderes está programado para a próxima segunda-feira (12), durante a disputa da Supercopa da Uefa. O torneio contará com o confronto entre Paris Saint-Germain e Aston Villa, reunindo os campeões da Champions League e da Liga Europa.
A articulação política acontece em meio a uma crise de imagem envolvendo Gianni Infantino. O atual presidente da Fifa perdeu força entre as federações continentais após tentar implementar um plano de privatização de parte da entidade.
A proposta de Infantino consistia na criação de uma empresa para gerir exclusivamente as finanças da Fifa, com a venda de ações para o mercado. A ideia gerou forte repercussão negativa e resistência internacional, levando o dirigente a cancelar o projeto.
Mesmo com o recuo na estratégia de privatização, o clima de instabilidade na Fifa permanece. O movimento de Ceferin reflete o desejo de parte do cenário futebolístico por uma mudança na liderança da organização.
Até o momento, a gestão de Infantino enfrenta o desafio de recuperar a confiança das federações que agora buscam novas alternativas de comando para a instituição que rege o esporte mundial.
