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Clubes da Série A usam uniformes para protestar contra proibição de apostas em camisas

Flamengo, Fluminense e São Paulo exibiram mensagens de protesto após proibição de publicidade de casas de apostas.

Por Redação Diário Local

Clubes da Série A do Campeonato Brasileiro estão utilizando estratégias diversas para ocupar os espaços deixados por casas de apostas nos uniformes, após a proibição da publicidade do setor. Entre as medidas, equipes como Flamengo, Fluminense e São Paulo utilizaram as camisas para exibir mensagens de protesto contra a restrição.

O levantamento, que considerou os clubes que possuíam patrocínios de apostas, aponta que os times buscam alternativas que vão desde novos acordos comerciais até a divulgação de programas de sócio-torcedor. A mudança ocorre enquanto representantes do setor pressionam o Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a medida provisória que proibiu o marketing e o patrocínio relacionados às apostas de quota fixa no país.

Como funcionam os protestos nos uniformes?

Flamengo e Fluminense exibiram a frase “Proibir não é proteger” nos uniformes durante o clássico disputado no Maracanã, no último domingo (11). O Flamengo já havia estampado a mesma mensagem no espaço central da camisa em partida contra o Santos, realizada na quinta-feira (8).

A ação conjunta faz parte de uma campanha liderada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR). Segundo o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, a iniciativa foi motivada pelas patrocinadoras máster Betano e Superbet.

Além das camisas, o protesto contou com a participação de torcedores no Maracanã, que estenderam faixas com críticas à medida provisória. As entidades que lideram a campanha afirmam que o objetivo é alertar para os impactos da proibição e o avanço de plataformas clandestinas que operam fora da fiscalização.

Alternativas de patrocínio e clubes sem marcas

Outras equipes da elite do futebol brasileiro buscaram novos parceiros ou focaram em projetos institucionais. O Corinthians anunciou acordo com a Shopee para as partidas restantes do Campeonato Brasileiro de 2026. O Fluminense e o São Paulo substituíram a marca Superbet pela Superscore, uma plataforma de estatísticas esportivas.

O Botafogo passou a exibir o programa de sócio-torcedor Camisa 7, enquanto o Vasco e o Athletico-PR promoveram seus respectivos programas de sócios. O Santos utilizou o espaço para divulgar o Instituto Leão do Mar e anunciou a Agibank como patrocinadora máster até o fim da temporada.

Atualmente, sete clubes seguem sem patrocinador máster nas camisas: Bahia, Chapecoense, Cruzeiro, Grêmio, Vitória, Palmeiras e Atlético-MG. O Internacional também está sem patrocinador fixo desde a rescisão com a Alfabet, em janeiro de 2026.

Cenário jurídico e próximos passos

O ministro Luiz Fux, relator de ações sobre o tema no STF, deve analisar o pedido de suspensão da medida provisória após o segundo turno das eleições, marcado para o dia 25 de outubro. A medida provisória ainda precisa passar pelo Congresso Nacional, que tem um prazo de 120 dias para votação.

A Advocacia-Geral da União defende a manutenção da proibição e solicitou que o STF ouça a Procuradoria-Geral da República. Por outro lado, organizações como a ANJL, o IBJR e diversos clubes, incluindo Flamengo e São Paulo, questionam a constitucionalidade da norma e buscam sua suspensão.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.