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Fifa aplica novo transfer ban ao Corinthians por dívidas com outros clubes

Clube fica impedido de registrar novos jogadores até que pagamentos de multas e negociações anteriores sejam regularizados

Por Redação Diário Local

O Corinthians sofreu uma nova aplicação de transfer ban pela Fifa, medida que impede o clube de registrar novos jogadores. A punição é válida por tempo indeterminado e será mantida até que o clube regularize todos os pagamentos pendentes com outros clubes.

A nova sanção foi motivada por atrasos em três negociações distintas: as contratações de José Martínez, Charles e Talles Magno. Entre os débitos, destaca-se o não pagamento de uma multa disciplinar de US$ 225 mil, o equivalente a R$ 1,15 milhão.

A diretoria do clube informou que decidiu não realizar a quitação imediata da multa para priorizar o pagamento da folha de salários. Esta é a segunda vez que o clube recebe uma punição desse tipo em cerca de dois meses.

Histórico de dívidas e punições

Há cerca de dois meses, o Corinthians já havia sido alvo de uma punição da Fifa devido a uma dívida de US$ 1,5 milhão (R$ 7,7 milhões) com o Philadelphia Union. O valor é referente à compra do volante José Martínez, realizada no segundo semestre de 2024.

Na ocasião, o clube realizou o pagamento de apenas uma parte do montante devido pela aquisição do jogador, que custou aproximadamente R$ 11 milhões. O clube segue trabalhando para o acerto das contas referentes a essa transação.

Outro caso de atraso envolve o meio-campista Charles, contratado em julho de 2024 por R$ 9,7 milhões com um contrato de quatro anos.

Situação financeira do clube

O balanço financeiro aponta que o Corinthians encerrou o ano de 2025 com um deficit de R$ 143,4 milhões. A dívida bruta da instituição chegou a R$ 2,723 bilhões.

De acordo com os dados contábeis, a receita operacional líquida foi de R$ 810,1 milhões, enquanto as despesas operacionais somaram R$ 885,3 milhões. Mesmo com o faturamento de R$ 107,4 milhões proveniente da venda de jogadores, a situação financeira não foi estabilizada.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.