Tupi realiza eleição para Conselho Deliberativo neste sábado (3) sob contestação da oposição
Pleito ocorre neste sábado (3) em Juiz de Fora; grupo de oposição questiona regras e recorre à Justiça para garantir transparência.
Por Redação Diário Local
O Tupi realiza a eleição para o seu Conselho Deliberativo neste sábado (3), das 9h às 17h, na sede social do clube, em Juiz de Fora. O pleito ocorre em meio a contestações da oposição sobre o acesso a informações e a interpretação das regras estatutárias.
De acordo com o que foi apurado, apenas uma chapa foi registrada para a votação, que é ligada à atual gestão. A contagem dos votos será iniciada logo após o encerramento da votação.
A eleição não define diretamente o presidente executivo do clube. Os associados votam para escolher 60 conselheiros efetivos e 20 suplentes, que passarão a compor o Conselho Deliberativo. Este órgão, posteriormente, é responsável por eleger o presidente e o vice-presidente administrativo do Tupi.
Quem pode votar?
Segundo o edital, têm direito ao voto e podem ser votados os associados maiores de 18 anos das categorias Benemérito, Grande Patrono, Proprietário e Família. Para participar, é necessário ter pelo menos 12 meses de vínculo com o clube antes da Assembleia Geral e estar em dia com as obrigações estatutárias.
Sócios das categorias Contribuinte, Atleta e Universitário não participam deste processo. Eventuais pendências financeiras podem ser quitadas até o dia da votação, inclusive na própria data do pleito.
Os questionamentos da oposição
O grupo de oposição, que utiliza o nome de chapa “Explosão dos Carijós”, é liderado por Daniel de Oliveira Pires e conta com o apoio de Cloves Santos. O grupo alega que a definição de 18 de agosto como data de corte para identificar sócios aptos fere o Estatuto, pois o documento não estabelece esse prazo específico.
A oposição também questiona a composição da Comissão de Fiscalização Eleitoral (Cofel) e pede acesso a documentos utilizados para formar o colégio eleitoral. Em comunicado, o grupo afirma que a falta de transparência prejudicou a organização de uma candidatura concorrente.
Situação na Justiça
A discussão sobre o processo eleitoral foi levada ao Judiciário. O advogado Daniel Dore, que representa os interessados na formação da chapa de oposição, afirma que houve obstáculos à transparência e que a falta de documentos adequados inviabilizou o registro de uma chapa dentro do prazo.
Uma liminar para suspender ou revisar as regras do processo foi negada em primeira instância. A defesa recorreu ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), mas o calendário eleitoral original permanece mantido até o momento.
