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Fifa autoriza bandeiras LGBT em jogo entre Irã e Egito em Seattle pela Copa do Mundo

A decisão da entidade máxima do futebol ocorre apesar dos protestos dos dois países, onde a homossexualidade é criminalizada.

Por Diário Local

A Fifa autorizou nesta quinta-feira (25) que torcedores levem bandeiras com as cores do arco-íris para o jogo entre Egito e Irã nesta sexta-feira (26), em Seattle, pela Copa do Mundo de 2026. A decisão ocorre apesar dos protestos dos dois países, onde a homossexualidade é criminalizada.

O confronto do Grupo G foi designado como o "Jogo do Orgulho" ("Pride Match") pelos organizadores locais de Seattle e será disputado durante o fim de semana das comemorações do Orgulho LGBTQIA+ na cidade. A partida foi batizada de "Pride Match" pelo comitê organizador local antes mesmo do sorteio dos grupos realizado em dezembro.

Após o sorteio que definiu Egito e Irã como adversários, os dois países criticaram a iniciativa. A Federação Egípcia de Futebol afirmou que eventos desse tipo entram em conflito com os valores culturais e religiosos do país. A Federação Iraniana de Futebol declarou que nenhuma cerimônia ou atividade promocional associada ao movimento deveria estar presente dentro do estádio.

Em comunicado, a Fifa reafirmou que a Copa do Mundo é um evento inclusivo que recebe pessoas de todas as origens. "Manifestações gerais de direitos humanos, incluindo bandeiras do arco-íris e outras bandeiras que representem orientação sexual e identidade de gênero, são permitidas e podem ser exibidas dentro dos estádios", afirmou a entidade.

A Fifa também ressaltou que as celebrações do Orgulho são organizadas pelo comitê local de Seattle e não pela entidade máxima do futebol. "Haverá uma partida da Copa do Mundo em Seattle e, no mesmo dia, eventos organizados por outras instituições ocorrerão na cidade. Mas isso não tem relação com o jogo em si", afirmou o presidente da Fifa, Gianni Infantino, em entrevista à revista suíça Die Weltwoche em janeiro.

A diretora-executiva da Seattle Pride, Patti Hearn, comemorou a posição da Fifa e afirmou que a bandeira do arco-íris representa inclusão, comunidade e amor. "Isso não deveria ser considerado ofensivo. Se pudermos proporcionar ao mundo a oportunidade de ver e experimentar como é estar em um ambiente acolhedor e inclusivo, acho isso muito positivo", disse Hearn.

Hedda McLendon, integrante do comitê organizador local de Seattle, afirmou que a visibilidade proporcionada pela Copa é uma oportunidade para promover a inclusão. "A celebração do Orgulho acontece neste fim de semana há mais de 50 anos. Ela acontecerá neste ano e continuará existindo muito depois da Copa do Mundo", disse.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.