Fluminense registra terceiro pior desempenho ofensivo no Brasileirão após pausa para Copa do Mundo
Equipe não vence há oito jogos e marcou apenas quatro gols em sete partidas desde o retorno dos campeonatos de clubes
Por Redação Diário Local
O Fluminense enfrenta uma crise de resultados que reflete diretamente a baixa produtividade de seu setor ofensivo. A equipe não vence há oito jogos e apresenta o terceiro pior desempenho de gols entre os clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, considerando a soma de todas as competições.
Desde o retorno da pausa para a Copa do Mundo, o Tricolor marcou apenas quatro gols em sete partidas disputadas. O aproveitamento médio é de 0,51 gol por jogo, índice que coloca o clube atrás apenas do Bragantino e da Chapecoense no ranking de eficiência ofensiva do torneio.
A dificuldade de finalização é evidenciada pela falta de diversidade entre os marcadores. No período pós-Copa, o atacante Hulk foi o único jogador de ofício a balançar as redes, ao converter um pênalti contra o Grêmio. Os outros três gols da equipe foram anotados por Ignácio, que marcou duas vezes, e por Martinelli.
A crise no ataque é agravada por desfalques importantes no elenco. O artilheiro do time no ano, John Kennedy, com 14 gols marcados, está fora da temporada após romper o ligamento cruzado anterior. Sem ele, o principal nome de ataque é Savarino, que soma oito gols no ano, sendo o cobrador de pênaltis da equipe.
O técnico argentino Martín Zubeldía tem buscado soluções táticas para tentar reverter o cenário. Nas últimas três partidas, o treinador testou sete atacantes diferentes e alterou o esquema de jogo, migrando do 4-3-3 para o 4-5-1, utilizando Hulk e Castillo juntos, porém sem obter sucesso imediato.
Apesar da pressão sobre o desempenho do grupo, a informação é de que o treinador ainda segue respaldado pelo elenco tricolor em meio à situação delicada nos bastidores.
O Fluminense tem a chance de iniciar uma reação neste sábado (28), às 16h30, no Maracanã. O confronto contra o Palmeiras é válido pelo Campeonato Brasileiro, mas a tendência é que a equipe entre em campo com um time reserva.
A estratégia de poupar titulares deve-se ao foco do clube no jogo de volta das oitavas de final da Copa Libertadores, priorizando a competição continental em detrimento do calendário nacional.
