Gabriel Jesus já rendeu mais de R$ 98 milhões ao Palmeiras em transferências na Europa
Trajetória do atacante entre Manchester City, Arsenal e Barcelona gerou receitas por direitos econômicos e mecanismo de solidariedade
Por Redação Diário Local
O atacante Gabriel Jesus já proporcionou ao Palmeiras um faturamento que varia entre R$ 98,1 milhões e R$ 98,4 milhões por meio de suas transferências para clubes europeus. Os valores são resultado de participações em direitos econômicos e do mecanismo de solidariedade da FIFA.
A trajetória do jogador, que envolveu passagens por Manchester City, Arsenal e Barcelona, permitiu que o clube paulista mantivesse receitas recorrentes mesmo após a saída do atleta do Brasil, ocorrida em 2016.
A primeira grande entrada financeira aconteceu quando o Manchester City contratou o atacante. Na ocasião, o Palmeiras recebeu € 20,75 milhões, o que correspondia a R$ 76,7 milhões na cotação da época da operação.
Além da quantia da venda direta, o clube reteve 5% dos direitos econômicos para futuras negociações. Esse percentual voltou a ser relevante seis anos depois, quando o jogador foi negociado com o Arsenal, em 2022.
Na transferência para o clube inglês, o Palmeiras arrecadou aproximadamente R$ 20,2 milhões. Desse montante, R$ 14,4 milhões foram referentes aos 5% de direitos mantidos e R$ 5,7 milhões vieram do mecanismo de solidariedade.
Em 2026, a ida de Gabriel Jesus para o Barcelona gerou uma nova previsão de receita para o clube brasileiro. A estimativa é que o Palmeiras receba entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,5 milhão pelo mecanismo de solidariedade sobre o valor fixo de € 10 milhões pago pelo time espanhol.
Como funciona o mecanismo de solidariedade?
O mecanismo de solidariedade é um dispositivo da FIFA que garante que clubes que participaram da formação de um atleta recebam uma parcela das transferências internacionais realizadas pelo jogador. A compensação considera os períodos de formação reconhecidos pela entidade.
No caso do atacante, o Palmeiras participou de sua formação nas categorias de base, o que assegura o direito de receber partes de negociações mesmo após a saída definitiva do atleta do futebol brasileiro.
