Grêmio mantém Luís Castro no cargo e avalia que elenco atual é insuficiente para os resultados
Direção gremista defende continuidade do técnico e sinaliza busca por reforços para corrigir desempenho após derrota para o Mirassol
Por Davy Albuquerque
A direção do Grêmio concluiu que o técnico Luís Castro não é o responsável pela fase negativa da equipe em 2026. O entendimento interno é de que o elenco atual não possui peças suficientes para atingir os resultados esperados, conforme avaliação do presidente Odorico Roman.
A análise ocorre após a derrota por 2 a 1 para o Mirassol, ocorrida na última sexta-feira (18). O desempenho da equipe no Estádio Olímpico (Maião) gerou preocupação na comissão técnica e na diretoria, especialmente após o período de 47 dias de pausa para a Copa do Mundo, que era tratado com expectativa para descanso e treinamentos.
Em resposta à atuação recente, o executivo Paulo Pelaipe afirmou que o treinador segue no cargo e que a troca de comando não é a solução para o problema. Pelaipe destacou que a prioridade da gestão é garantir que os salários sejam pagos em dia, algo que deve ser normalizado a partir de julho com os valores provenientes da venda de Viery para a Fiorentina.
O que muda no elenco para o segundo semestre?
Para tentar corrigir o desempenho, o Grêmio planeja utilizar a janela de transferências para trazer reforços. O presidente Odorico Roman indicou que a expectativa é entregar de três a cinco novos jogadores para dar melhores condições ao trabalho de Luís Castro.
O clube já confirmou quatro contratações para o restante do ano, focadas em baixo custo e salários menores: o zagueiro Wallace (CRB), o centroavante Matheus Nascimento (Botafogo), o lateral-direito Diego Caito (Goiás) e o meia-atacante Jovane Cabral. Além disso, o clube busca ativamente um zagueiro que atue pelo lado esquerdo e um meia de articulação.
No que diz respeito às saídas, o clube está aberto a propostas para os jogadores Wagner Leonardo e Monsalve. O jogador Gabriel Mec também está na lista de possíveis transferências, com o Grêmio aguardando o aval do atleta para uma proposta do Shakhtar Donetsk.
Situação de contratos e finanças
A gestão atual tem promovido uma reformulação no grupo, registrando 24 saídas de jogadores por meio de rescisões, empréstimos e vendas. No momento, a prioridade de renovação são os atletas com contrato até o fim de 2026, como Carlos Vinicius e Pavon, mas a diretoria mantém um teto salarial rígido.
Essa política financeira já causou a saída de Arthur por divergências sobre valores. Para o fim de ano, a tendência é de saída de Willian e Dodi. O jogador Amuzu também é alvo de negociações, enquanto Jovane Cabral chega para servir como reposição antecipada caso as conversas de renovação com o atleta não avancem.
