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Futebol Paulista

Grêmio Catanduvense tem pior campanha no Paulista e ex-executivo denuncia irregularidades

Clube encerrou participação na Segunda Divisão com 10 derrotas e média de 5,9 gols sofridos por partida

Por Davy Albuquerque

O Grêmio Catanduvense encerrou sua participação na Segunda Divisão do Campeonato Paulista de 2026 com a pior campanha da competição. Em 10 partidas disputadas, o clube acumulou 10 derrotas, marcou três gols e sofreu 59, registrando uma média de 5,9 gols sofridos por jogo.

O desempenho foi marcado por uma goleada de 17 a 0 para o Independente de Limeira, a maior diferença de placar na história do futebol profissional masculino de São Paulo. O cenário de crise foi detalhado por Marcelo Silva, ex-executivo de futebol do clube, que relatou uma série de irregularidades administrativas e estruturais durante a gestão.

Marcelo Silva chegou ao clube em janeiro de 2026 com o objetivo de reconstruir a trajetória profissional da equipe, que estava sem disputar campeonatos há cinco anos. Segundo o ex-executivo, as tentativas de montar o elenco por meio de empréstimos de jovens atletas de clubes como Santos, São Caetano e Juventus não avançaram devido à idade dos jogadores.

O que ocorreu na gestão do clube?

O ex-gestor afirmou que precisou custear do próprio bolso as taxas de inscrição de 11 atletas para garantir que o Catanduvense pudesse disputar o torneio. Durante o processo de regularização de uma dívida de R$ 98 mil com a Federação Paulista de Futebol (FPF), Silva relatou ter percebido a falta de credibilidade do presidente Sérgio Gomes no mercado esportivo.

Além das dificuldades financeiras, o ex-executivo denunciou que cerca de 70% dos jogadores entregaram valores entre R$ 1 mil e R$ 3 mil ao presidente. O pagamento teria sido feito sob a promessa de que os atletas assinariam contratos para o campeonato profissional. Diante dos fatos, Silva levou 12 jogadores à delegacia para registrar boletim de ocorrência.

A estrutura do clube também foi alvo de críticas. No alojamento, que deveria comportar 16 atletas, havia 27 pessoas, com mais de dez dormindo em uma sala. O ex-executivo relatou ainda problemas com a alimentação da delegação e a necessidade de utilizar jogadores da base para completar as partidas, já que o time chegou a entrar em campo com menos atletas do que o permitido.

Qual o histórico do presidente?

O presidente Sérgio Gomes foi preso em flagrante no dia 4 de abril (04) por agressão doméstica, permanecendo detido até o dia 10 de abril (10). Esta foi a terceira passagem do mandatário por violência contra a mulher em Catanduva entre os anos de 2024 e 2026.

Atualmente, o presidente cumpre medidas cautelares, que incluem a restrição de saída no período da noite e a obrigatoriedade de manter distância da vítima. Marcelo Silva afirmou que ainda possui contrato vigente com o clube, mas está sem receber salários há três meses.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.