Hélio dos Anjos critica protesto de organizada do Náutico e cita gastos com segurança
Treinador alvirrubro rebateu manifestação ocorrida no último domingo (20) e afirmou que investe R$ 12 mil mensais em segurança própria.
Por Redação Diário Local
O técnico do Náutico, Hélio dos Anjos, criticou o protesto realizado por torcidas organizadas no último domingo (20) na porta do Centro de Treinamento (CT) do clube. Durante coletiva de imprensa após a vitória por 2 a 1 sobre o Londrina, o treinador rebateu a manifestação e afirmou que gasta mais de R$ 12 mil por mês com segurança privada para garantir sua proteção.
O profissional classificou o comportamento de parte dos manifestantes como marginal e afirmou que não permitirá que o direito de ir e vir de atletas e comissão técnica seja cerceado. Hélio declarou que, caso novos episódios ocorram, os jogadores serão orientados a sair do CT todos juntos para evitar falhas de logística.
O treinador relatou ter sido abordado por pessoas na frente de seu veículo durante o episódio. Segundo ele, a situação só foi controlada devido à chegada da Polícia Militar, que retirou os manifestantes do local. Hélio ressaltou que possui condições financeiras para custear segurança particular para si e para membros do estafe.
Em seu desabafo, o técnico pediu que as críticas sejam feitas de forma profissional e através de embate de ideias, e não por meio de pressões na porta do Centro de Treinamento. Ele afirmou que busca o crescimento do clube e que está aberto a questionamentos, desde que respeitados os limites.
O que foi a manifestação?
O protesto realizado no último domingo (20) foi acompanhado pela Polícia Militar e teve a entrada de torcedores negada no CT. Na ocasião, os manifestantes estenderam faixas com mensagens de cobrança contra o trabalho do técnico, incluindo frases que pediam a sua saída.
As faixas exibidas criticavam o projeto de Hélio dos Anjos e os salários da comissão técnica. O treinador, que também gerencia o futebol do clube ao lado do filho, Guilherme dos Anjos, afirmou que não dará abertura para esse tipo de conduta.
Esta não é a primeira vez que o profissional enfrenta manifestações de torcidas organizadas. Em abril, o técnico já havia sido alvo de outro protesto semelhante na porta das instalações de treinamento do Náutico.
A vitória por 2 a 1 sobre o Londrina, ocorrida nos Aflitos, encerrou um jejum de oito partidas sem vitórias do clube na Série B. O desempenho em campo ocorreu em meio ao clima de tensão gerado pelas recentes cobranças dos grupos de torcedores.
