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Jogador do América-MG consegue liminar para impedir uso de imagem por plataformas de apostas

Gabriel Barros obteve decisão na Justiça de Minas Gerais para que plataformas Cassino Bet e Verabet parem de usar seu nome e imagem.

Por Redação Diário Local

O atacante do América-MG, Gabriel Barros, obteve uma liminar na Justiça de Minas Gerais que proíbe as plataformas de apostas Cassino Bet e Verabet de utilizarem seu nome, imagem e atributos profissionais em mercados de apostas individuais. A decisão provisória atende à alegação de uso comercial indevido e não remunerado da identidade do atleta.

A determinação judicial impede que as empresas explorem dados do jogador em modalidades onde usuários apostam em desempenhos específicos, como gols, assistências, cartões e faltas. A medida foi concedida sob pena de multa caso as plataformas continuem a usar elementos que permitam identificar o atleta.

Gabriel Barros, de 24 anos, pertence ao Internacional e está emprestado ao clube mineiro. Com passagens por clubes como Flamengo, Atlético-GO, Avaí, Criciúma e Botafogo-SP, o jogador afirma que jamais autorizou o uso de sua imagem para fins comerciais em sites e aplicativos de apostas.

O que diz a defesa do atleta?

A defesa sustenta que o uso da identidade do jogador vai além da divulgação esportiva comum. Segundo a argumentação apresentada no processo, o nome e os atributos profissionais dos atletas passam a integrar diretamente o produto comercial das plataformas de apostas.

O jogador também alegou que não recebe qualquer tipo de remuneração pela exposição de sua imagem nessas plataformas. A decisão atual é de natureza provisória, o que significa que o processo segue em tramitação na Justiça Estadual de Minas Gerais para análise do mérito da questão.

Precedentes e posicionamento das empresas

O caso de Barros faz parte de uma série de ações movidas por outros esportistas contra plataformas de apostas. Jogadores como Guilherme Costa Marques (Atlético-GO), Gustavo Vilar (Botafogo-SP) e Ricardo Bueno (Pouso Alegre) também obtiveram decisões favoráveis em situações semelhantes.

A Ana Gaming, responsável pela Cassino Bet e Verabet, contesta a interpretação dos atletas. A empresa afirma que atua conforme a regulamentação vigente e informou que apresentará sua defesa oficial ao longo do processo judicial.

A discussão jurídica levanta um debate sobre o funcionamento do mercado de apostas individuais e o limite do uso da identidade profissional de atletas sem autorização expressa. Até o momento, a liminar não prevê o pagamento de indenização imediata ao atacante do América-MG.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.