Juventus planeja aporte de R$ 1,6 bilhão para recuperar saúde financeira e competitividade
Conselho de administração aplicou proposta de aumento de capital após o clube registrar nove balanços consecutivos no vermelho
Por Redação Diário Local
O conselho de administração da Juventus aprovou uma proposta para um aumento de capital de até 250 milhões de euros (cerca de R$ 1,6 bilhão) com o objetivo de fortalecer a estrutura do clube e aumentar sua competitividade esportiva. A medida visa reverter uma sequência de prejuízos financeiros acumulados nos últimos anos.
A operação será submetida à análise dos acionistas em assembleia marcada para a próxima terça-feira (3 de novembro). O plano busca garantir sustentabilidade financeira e realizar melhorias em ativos estratégicos, como o Allianz Stadium.
Por que o clube busca aumentar o capital?
A necessidade de novos recursos surge após a Juventus encerrar a temporada 2025/26 com um prejuízo de 66 milhões de euros (R$ 429 milhões). Este é o nono balanço consecutivo do clube no vermelho, após o exercício anterior ter registrado uma perda de 58,1 milhões de euros (R$ 378 milhões).
Apesar dos resultados negativos, o clube registrou uma queda de 42 milhões de euros nos custos operacionais no último período. No entanto, a ausência na Champions League nesta temporada é apontada como um fator que impacta as receitas e pode gerar novos prejuízos no exercício de 2026/27.
A recuperação da presença em competições de elite é considerada fundamental para o plano, dado o impacto direto de premiações, direitos de transmissão e receitas comerciais no caixa da instituição.
Quem participará do investimento?
A Exor, holding da família Elkann-Agnelli e acionista majoritária da Juventus, já informou que participará da operação. A empresa realizará, inicialmente, um aporte de 60 milhões de euros (R$ 390 milhões) como adiantamento para o futuro aumento de capital.
O movimento faz parte de um esforço de fortalecimento patrimonial que ocorre desde 2019. Se a operação for concluída conforme o planejado, a Exor poderá desembolsar aproximadamente 800 milhões de euros (R$ 5,2 bilhões) ao longo de sete anos para sustentar as recapitalizações do clube.
O aumento de capital proposto não será utilizado exclusivamente para cobrir dívidas ou contratar jogadores, pois a operação também é aberta aos demais acionistas. Caso a proposta de novembro seja aprovada, o conselho de administração poderá executar o aporte em diferentes etapas dentro dos limites estabelecidos.
