Kings League estuda criação de liga feminina no Brasil para expandir operação no país
Projeto de liga feminina busca aproveitar Copa do Mundo de 2026 e atrair marcas para o futebol no Brasil
Por Redação Diário Local
A Kings League negocia a criação da Queens League Brasil, uma liga voltada para o futebol feminino, como parte de seu plano de expansão no país. O fundador da competição, Gerard Piqué, confirmou nesta terça-feira (29) que conversas estão em curso para tirar o projeto do papel.
A diretora geral da Kings League Brazil, Anadege Freitas, reforçou que existe uma pressão por parte da comunidade, de fãs e até mesmo das atletas para que a iniciativa se concretize. A organização pretende utilizar a Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2026, que será realizada no Brasil, como uma alavanca de negócios para o segmento.
O projeto faz parte de um planejamento de expansão para o mercado brasileiro com foco nos próximos dois a três anos. Além da nova liga feminina, os planos incluem a análise do mercado nordestino e o fortalecimento do ecossistema para transformar o negócio em uma estrutura sólida e escalável no país.
Para viabilizar o crescimento, a equipe de gestão explora o interesse de marcas para que elas atuem não apenas como patrocinadoras, mas como parte da narrativa do futebol feminino. A estratégia de receita também prevê a criação de produtos junto aos times e o aumento da gama de conteúdos digitais.
Piqué revelou que já foi abordado por clubes brasileiros interessados em parcerias com a Kings League. No entanto, ele explicou que a principal dificuldade para firmar contratos no Brasil são os acordos comerciais de ambos os lados, envolvendo negociações com marcas e patrocinadores.
A empresa atualmente utiliza recursos de uma rodada de investimento de US$ 63 milhões (cerca de R$ 331,2 milhões), liderada pela Alignment Growth há oito meses. Segundo Piqué, não há necessidade de novos investidores no momento, pois o capital está sendo aplicado na expansão global das plataformas, incluindo o mercado dos Estados Unidos.
A Kings League combina partidas com regras "gamificadas" e transmissões digitais, contando com a liderança de streamers, criadores de conteúdo e lendas do futebol, como Neymar Jr. e Kaká. O modelo de negócio apresenta números expressivos: em 2025, a organização registrou 150 milhões de horas de transmissão ao vivo e mais de 13 bilhões de impressões em redes sociais.
Além da expansão para os Estados Unidos, a organização prepara mudanças para o Mundial de Nações da liga, previsto para 2027. A empresa busca manter o contato constante com presidentes de clubes para garantir o alinhamento entre as instituições e os times que lideram as competições.
