Leila Pereira defende gestão no Palmeiras e nega conflito de interesses envolvendo empresa de enteado
Presidente rebate críticas da oposição e afirma que sua dedicação e a de seu marido ao clube são integrais até 2027
Por Redação Diário Local
A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, defendeu sua gestão e negou a existência de conflitos de interesses envolvendo sua família durante evento do Conselho Deliberativo realizado nesta segunda-feira (5), em São Paulo. A mandatária rebateu críticas da oposição sobre sua dedicação ao clube após a empresa Almirante Participações, de seu enteado, Marcos Lamacchia, vencer o leilão para a compra da SAF do Vasco.
Em discurso, Leila afirmou que a dedicação dela e de seu marido, José Roberto Lamacchia, ao Palmeiras é integral até o fim de seu mandato. Ela criticou os questionamentos feitos por grupos de oposição, que apontam possíveis desvios de foco devido à atuação empresarial da família em outros projetos.
O desabafo ocorreu após a Almirante Participações, empresa de Marcos Lamacchia — filho de José Roberto e enteado de Leila —, vencer o leilão realizado na 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para a compra da SAF do Vasco. O fato gerou movimentações internas no Palmeiras.
O grupo de oposição Ocupa Palestra, formado por conselheiros do clube, solicitou o afastamento de José Roberto Lamacchia do Conselho Deliberativo. Em nota, os conselheiros alegaram a existência de um "conflito de interesses" e cobraram medidas institucionais.
Aportes financeiros
Ao rebater as críticas, Leila Pereira destacou o volume financeiro aportado na Sociedade Esportiva Palmeiras ao longo da última década. Segundo a presidente, ela e o marido investiram mais de R$ 1 bilhão na instituição.
A mandatária mencionou que as marcas de suas empresas, como a Crefisa, foram expostas como parte desse processo, mas ressaltou que o investimento foi fundamental para o clube em momentos de dificuldade financeira. Ela pediu que os conselheiros reflitam sobre a trajetória de dedicação da família antes de questionarem o caráter dos gestores.
Leila também reforçou o pedido de união entre os conselheiros da situação para defender a atual administração. Ela classificou as críticas da oposição como mentirosas e garantiu que sua prioridade permanece na busca por títulos para o Palmeiras.
Encerramento do ciclo
Atualmente, Leila Pereira cumpre seu segundo mandato na presidência, o que a impede de concorrer à reeleição pelas regras vigentes. Embora tenha havido discussões sobre mudanças no Estatuto para permitir um terceiro mandato, a proposta não avançou.
A presidente estabeleceu um prazo para o fim de sua atuação exclusiva no clube, que ocorre em dezembro de 2027. Segundo ela, após o encerramento do mandato, retornará ao comando de suas próprias empresas.
