Principais ligas europeias exigem reforma na governança da Fifa após crise
Premier League, La Liga, Serie A e Bundesliga pedem criação de órgão permanente para representar clubes e jogadores na Fifa.
Por Redação Diário Local
As quatro principais ligas europeias — Premier League, La Liga, Serie A e Bundesliga — pediram, nesta sexta-feira (25), uma reforma na governança da Fifa. O movimento busca restabelecer limites estatutários e garantir que os processos disciplinares da entidade estejam livres de interferência política.
O pedido foi formalizado por meio de um comunicado enviado após a crise envolvendo o projeto Fifa Forward Enterprise (FFE). O plano, que visava abrir a organização a investidores privados, foi descrito pelas ligas como um dos mais graves abusos de poder na história da Fifa.
Proposta de novo órgão de representação
Para solucionar a crise, as competições europeias propuseram a criação de um órgão permanente de representação. Segundo o grupo, esse órgão deve incluir associações nacionais, ligas, clubes e jogadores, abrangendo tanto o futebol masculino quanto o feminino.
O objetivo é que essa estrutura seja plenamente informada sobre novas iniciativas e exerça um papel significativo nas decisões da Fifa. As ligas exigem ainda que a função regulatória da Fifa seja protegida em relação às suas atividades comerciais.
As ligas defendem que qualquer proposta da entidade deve ser precedida por uma avaliação independente e publicada com antecedência. O documento deve considerar o impacto de cada decisão sobre torcedores, clubes, ligas e o desenvolvimento global do esporte.
Pressão sobre a presidência
A posição de Gianni Infantino, atual presidente da Fifa, foi fragilizada após a imposição do projeto FFE sem consulta prévia. Embora o dirigente tenha proposto uma consulta com as federações nacionais para tratar da governança, as ligas europeias consideram que mudanças meramente processuais não são suficientes.
As competições fizeram um apelo aos candidatos à presidência para que, nos primeiros 100 dias de mandato, convoquem uma convenção sobre governança. A reunião deveria ser presidida por uma figura independente e o objetivo seria apresentar um relatório público em até seis meses.
A pressão sobre Infantino também é exercida por organizações como a Uefa, a Concacaf e a Confederação Asiática de Futebol (AFC), que reivindicam sua renúncia. A Uefa, especificamente, prepara um processo administrativo contra o presidente da Fifa.
