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Comissão da Premier League condena Manchester City por 114 violações financeiras ocorridas entre 2009 e 2018

Comissão independente apurou manobras para mascarar balanço contábil e contratos publicitários fictícios do clube inglês.

Por Redação Diário Local

A comissão independente da Premier League condenou o Manchester City por 114 violações às regras de controle financeiro da liga. As irregularidades, ocorridas entre os anos de 2009 e 2018, envolvem manobras para mascarar o balanço contábil do clube inglês.

As acusações referem-se ao descumprimento das regras de rentabilidade e sustentabilidade (PSR). O processo apurou que o clube utilizou estratégias para simular folhas salariais menores e apresentar prejuízos reduzidos, permitindo a realização de contratações acima do permitido pelas normas.

Como funcionavam as irregularidades?

Segundo a comissão, as condenações se dividem em dois pilares principais. O primeiro envolve a criação de mecanismos paralelos para pagar atletas e o treinador Roberto Mancini. Através de empresas offshore e contratos de fachada, o clube conseguia manter parte das remunerações fora da contabilidade oficial.

O segundo pilar, classificado como "Esquema de Financiamento Disfarçado", refere-se a contratos publicitários fictícios. A comissão apurou que, entre 2009 e 2018, o City declarou £949,94 milhões em receitas comerciais, mas a arrecadação real com empresas parceiras foi de apenas £119,25 milhões.

A diferença de aproximadamente £830 milhões teria sido injetada de forma oculta pelo proprietário do clube, o Abu Dhabi United Group. Ao registrar esse montante como receita de patrocínio, o clube evitava as restrições aplicadas à injeção direta de capital pelos proprietários.

Quais as possíveis punições?

Ainda não há uma definição sobre as sanções que serão aplicadas ao Manchester City devido ao estágio de defesa do clube. Contudo, o caso levanta a possibilidade de punições severas, como rebaixamento por perda de pontos ou aplicação de multas pesadas.

O processo também abre precedentes para discussões sobre reparação financeira. Clubes rivais, como Liverpool, Manchester United, Arsenal e Tottenham, manifestaram interesse em buscar indenizações pelos prejuízos sofridos em competições e títulos que podem ter sido impactados pelas vantagens obtidas pelo City.

O caso levanta debates sobre a eficácia e a agilidade dos órgãos de controle financeiro no futebol global. A demora no desfecho de investigações iniciadas em 2019 compromete a credibilidade das normas de sustentabilidade financeira, inclusive para modelos similares que começam a ser aplicados no Brasil pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.