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Conselho do Palmeiras suspende conselheiro por nove meses após embate com Leila Pereira

Conselho Deliberativo aprovou afastamento de José Corona Neto após ofensas à presidente Leila Pereira e ao diretor Anderson Barros.

Por Redação Diário Local

O Conselho Deliberativo do Palmeiras aprovou a suspensão do conselheiro José Corona Neto por nove meses. A decisão foi tomada após a aprovação de um relatório de sindicância que apurou um embate verbal entre o membro do órgão e a presidente Leila Pereira, além de ofensas direcionadas ao diretor de futebol Anderson Barros durante uma reunião em dezembro.

A votação para o afastamento registrou 121 votos favoráveis à punição, 42 votos contrários e 33 abstenções. Com o resultado, o conselheiro fica impedido de exercer todas as suas funções representativas no clube pelo período determinado.

O episódio que motivou a investigação teve início com um pronunciamento de Corona Neto sobre a gestão esportiva e financeira da atual diretoria. Durante o discurso, o conselheiro utilizou dados que a administração classificou como inverídicos sobre negociações de atletas e questionou a capacidade diretiva da mandatária.

Na ocasião, o integrante também direcionou ataques pessoais ao diretor Anderson Barros, chamando-o de incompetente. O confronto escalou para uma troca de ofensas diretas no plenário, no qual a presidente Leila Pereira também reagiu ao conselheiro com termos ofensivos.

O conflito ultrapassou as dependências do clube e gerou desdobramentos na Justiça comum. O conselheiro acionou o Judiciário para tentar responsabilizar a presidente civilmente pelas declarações proferidas durante o encontro.

Por que o conselheiro foi punido?

A punição foi aplicada porque o plenário do órgão colegiado entendeu que o comportamento de José Corona Neto violou os preceitos estatutários de conduta do Palmeiras. O relatório da comissão de sindicância constatou que as ações do membro foram inadequadas perante as normas internas da instituição.

A medida busca restabelecer a estabilidade institucional e o controle administrativo dentro do conselho. Com o afastamento, a cúpula do clube tenta conter a pressão de alas opositoras e garantir a ordem nos debates oficiais convocados pela mesa diretora.

O cumprimento da sanção de nove meses ocorre em um momento de tentativa de blindagem do departamento de futebol para a sequência da temporada. A decisão consolida o posicionamento do grupo da situação no controle dos bastidores políticos do clube.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.