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Pochettino celebra decisão da Fifa de anular suspensão de Balogun antes de jogo contra a Bélgica

O técnico Mauricio Pochettino afirmou que a revogação da punição corrige uma situação injusta e libera o atacante para o confronto das oitavas de final

Por Diário Local

O técnico da seleção dos Estados Unidos, Mauricio Pochettino, celebrou a decisão da Fifa de anular a suspensão do atacante Folarin Balogun neste domingo. Com a revogação, o artilheiro da equipe estadunidense está liberado para disputar a partida das oitavas de final contra a Bélgica, nesta segunda-feira.

Balogun havia sido expulso durante a vitória por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, na fase anterior da competição. O jogador, que atua no Monaco, recebeu o cartão vermelho após pisar em um adversário durante uma disputa de bola, lance que tanto o atleta quanto a comissão técnica classificaram como não intencional.

Em coletiva de imprensa realizada em Seattle, Pochettino afirmou que a medida corrige uma situação injusta. "Minha reação é a mesma de qualquer pessoa que realmente ama este esporte e acredita na ética e na integridade... Temos que celebrar a decisão", declarou o treinador argentino.

O comandante destacou o prejuízo sofrido pelos Estados Unidos durante o confronto anterior. Segundo ele, a equipe foi punida severamente ao ter que jogar com um jogador a menos por 30 minutos devido a um erro de interpretação da arbitragem sobre uma ação involuntária.

A decisão da Fifa também gerou polêmica política. Informações indicam que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria ligado para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, pedindo a anulação da punição ao atacante.

Pochettino, no entanto, tentou separar o processo de revisão de qualquer influência externa. "Não podemos misturar as duas coisas. É uma decisão da Fifa baseada em evidências do que aconteceu anteriormente", rebateu o técnico, ressaltando que não participou da solicitação.

O treinador afirmou ainda que só tomou conhecimento da liberação do atleta no domingo, antes de iniciar o treino. Ele explicou que o foco do grupo agora deve ser o confronto decisivo contra a seleção belga, que será uma partida difícil.

Por fim, Pochettino demonstrou compreensão sobre o descontentamento da seleção adversária e de seu treinador, Rudi Garcia. "Eu entendo a Bélgica e o Rudi, e também entendo por que as pessoas misturam as coisas, porque há um grande interesse nisso, mas se alguém foi prejudicado nessa situação, foram os Estados Unidos", concluiu.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.