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Jogadores da Ponte Preta deixam clube sem estrear devido à crise financeira e paralisação do elenco

Elenco paralisa atividades por atrasos salariais que chegam a seis meses; clube sofre com punições da Fifa e CNRD.

Por Redação Diário Local

O elenco da Ponte Preta paralisou as atividades nesta quarta-feira (26) em decorrência de atrasos nos pagamentos salariais. A medida também marcou a saída de oito jogadores recém-contratados, que deixaram o clube sem realizar qualquer partida oficial.

Os atletas que saíram sem estrear são o goleiro Douglas Marques, os zagueiros Hiago Ribeiro e Diogo Silva, o lateral-direito Williams Bahia, o lateral-esquerdo Jota, o volante Otávio e os meias Cesinha e David Braw. Eles haviam chegado durante a última janela de transferências, mas a impossibilidade de registro impediu sua atuação.

Além desse grupo, outros três jogadores — o zagueiro Alex Nascimento, o meia Enzo Boer e o atacante João Neto — também deixaram a equipe sem jogar. Ao todo, a diretoria havia acertado a contratação de 11 novos jogadores na janela, mas nenhum conseguiu ser inscrito.

Por que os jogadores não puderam ser registrados?

A impossibilidade de inscrição deve-se à existência de três punições conhecidas como transfer bans, que impedem o registro de novos atletas. O clube enfrenta dois bloqueios na Fifa e um na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD).

A diretoria do clube informou aos atletas que não terá condições de derrubar essas punições até o fechamento da janela de transferências, previsto para o dia 11 de setembro. O presidente Luiz Torrano havia garantido, em 7 de julho, que a documentação seria regularizada após a abertura da segunda janela, em 20 de julho, o que não ocorreu.

Paralisação e impacto nos jogos

A suspensão das atividades, que inclui tanto os treinos quanto os jogos, foi definida após o descumprimento de um prazo dado pelos atletas para a regularização dos débitos. O grupo havia estabelecido a última terça-feira (25) como data limite para receber os salários, que chegam a seis meses de atraso em alguns casos.

A medida foi tomada com amparo jurídico dos advogados Filipe e Thiago Rino. Em nota, o grupo de jogadores classificou a situação como um abandono e criticou a gestão do clube.

A próxima partida da Ponte Preta está programada para este domingo (30), contra o América-MG, em Belo Horizonte. Para evitar o W.O., a diretoria deve utilizar jogadores das categorias de base.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.