Presidente do Vasco entra com queixa-crime contra conselheiro por acusação de lavagem de dinheiro
Pedrinho acionou a 37ª Vara Criminal após Pedro Henrique Sampaio fazer acusações durante votação da SAF na última terça-feira (6)
Por Redação Diário Local
O presidente do Vasco, Pedrinho, ingressou com uma queixa-crime por calúnia e difamação contra o conselheiro Pedro Henrique Sampaio. A ação foi apresentada na 37ª Vara Criminal após acusações feitas durante a votação para a aprovação da SAF, realizada na última terça-feira (6).
O imbróglio ocorreu durante a sessão de votação online, quando o conselheiro e membro do grupo Casaca levantou questões sobre movimentações financeiras na transição para a Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O embate gerou discussões e bate-boca entre os participantes da reunião.
Na ocasião, Pedrinho reagiu às falas de Sampaio, afirmando que o conselheiro precisaria provar o que havia dito em juízo. O presidente questionou a gravidade das acusações feitas durante o processo de votação do novo modelo de gestão do clube.
Em nota oficial, o Club de Regatas Vasco da Gama (CRVG) declarou que Pedro Henrique Sampaio ultrapassou os limites da crítica e da fiscalização ao atribuir ao presidente um suposto benefício financeiro na operação de qualificação do novo investidor. A instituição afirmou que não foram apresentados elementos que fundamentassem tal acusação.
O comunicado do clube ressaltou que o caso seguirá os trâmites legais para que o Poder Judiciário analise os fatos, assegurando ao conselheiro o direito de defesa. O processo busca apurar se houve de fato a prática de calúnia ou difamação conforme alegado pela presidência.
Por outro lado, o conselheiro Pedro Sampaio enviou uma nota esclarecendo que não afirmou que o presidente recebeu dinheiro diretamente pela venda do clube. Segundo ele, o debate tratava da veracidade dos valores da operação e da transparência do processo para os sócios.
Sampaio explicou que suas menções a valores financeiros referiam-se a dois pontos da estrutura aprovada: a permissão estatutária para que o presidente receba salário da SAF e o pagamento de comissões a intermediários. Ele argumentou que o valor das comissões e os respectivos beneficiários não foram detalhados aos conselheiros antes da votação.
O membro do grupo Casaca afirmou que pretende apresentar um requerimento para exigir a divulgação integral das comissões da operação e de quem irá recebê-las. O conselheiro defendeu que a medida é um exercício de transparência e cumpre sua função de fiscalizar a gestão do clube.
