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Treinador de Mike Tyson e Anderson Silva aponta medo de perder como chave de grandes campeões

Técnico que treinou Anderson Silva e Mike Tyson destaca o fator psicológico e o receio da derrota na trajetória de atletas de elite.

Por Redação Diário Local

O treinador de lutadores de elite Rafael Cordeiro afirmou que o medo de perder é uma das características centrais que transformam atletas em grandes campeões. Para o técnico, que já comandou nomes como Anderson Silva e o pugilista Mike Tyson, o receio da derrota serve como um combustível para o esforço extra e para a busca por uma preparação superior.

Segundo Cordeiro, o sentimento não é o medo de lutar, mas o receio da derrota propriamente dito. Ele explicou que esse fator motiva o lutador a treinar cada vez mais para não dar brechas para o resultado negativo.

Nascido em Curitiba (PR), o profissional possui uma trajetória completa nas artes marciais. Ele iniciou a carreira como atleta, sendo tricampeão brasileiro de Muay Thai, e passou por todas as etapas, de aluno a Grão-Mestre.

O treinador destacou que o sistema de treinamento que utilizava em sua base era comparável ao de soldados. Ele acredita que essa disciplina rigorosa foi essencial para o sucesso de atletas que marcam história nos esportes de combate.

Por que o psicológico é essencial para o atleta?

Para Cordeiro, a preparação para um combate deve começar obrigatoriamente pelo aspecto mental. Ele defende que o equilíbrio psicológico é o que permite ao combatente absorver de forma eficiente todo o treinamento técnico realizado.

O técnico argumenta que, sem o foco mental adequado, o aprendizado técnico fica comprometido. Para ele, a primeira luta que um atleta vence é, na verdade, contra si mesmo.

Além disso, o preparo emocional é o que garante que o lutador consiga assimilar o impacto de uma derrota. Com o psicológico fortalecido, o profissional tem condições de processar o resultado e buscar a recuperação.

Desafios pessoais e saúde mental

A trajetória de Rafael Cordeiro também é marcada por superações fora dos ringues. Em 2016, durante o período de preparação para uma luta pelo cinturão de Fabrício Werdum, o treinador enfrentou o falecimento de sua mãe.

O evento ocorreu em um momento decisivo, e Cordeiro precisou estar no corner do lutador mesmo diante da perda. O impacto emocional da situação levou o curitibano a enfrentar um quadro de depressão por alguns anos.

A recuperação do treinador aconteceu por meio da prática da luta e do acompanhamento terapêutico. Ele relacionou a dificuldade da perda familiar com a natureza da luta, pontuando que, diferentemente de uma derrota esportiva, a morte não permite uma revanche.

O trabalho com Mike Tyson

Desde 2020, Cordeiro atua como treinador de Mike Tyson, auxiliando o ícone do boxe em lutas de exibição. O brasileiro descreveu a função como a realização de um sonho de infância.

O técnico relatou que acompanhava as lutas de Tyson desde os 10 anos de idade. Para ele, treinar o norte-americano é uma oportunidade de dar conselhos a alguém que mudou a história do esporte.

A experiência com Tyson reforçou a visão de Cordeiro sobre a disciplina necessária no alto rendimento. Ele observa que os grandes destaques se diferenciam pela disposição de realizar treinamentos extras e pela busca constante pela excelência.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.