Entenda como funcionam as regras de estrangeiros nas principais ligas de futebol do mundo
Levantamento mostra que Brasil terá redução de estrangeiros em súmula a partir de 2027, enquanto ligas como a alemã não possuem limite fixo.
Por Redação Diário Local
O futebol brasileiro passará por mudanças graduais no limite de atletas estrangeiros a partir de 2027. Após um período de expansão, os clubes das Séries A e B aprovaram uma proposta que prevê a redução do número de jogadores de fora do país permitidos em súmula, saindo do patamar atual de nove para cinco atletas por partida até o ano de 2030.
Atualmente, o regulamento permite que até nove estrangeiros sejam relacionados para cada jogo. No entanto, o cronograma de transição estabelece que, em 2027, esse número cairá para oito, seguindo uma redução progressiva a cada ano até atingir o limite de cinco em 2030.
A trajetória das regras no Brasil mostra um movimento de abertura nos últimos anos. Em 2013, eram permitidos apenas três estrangeiros relacionados; o número subiu para cinco em 2014, manteve-se estável até 2022 e teve aumentos sucessivos para sete em 2023 e nove em 2024.
Como funcionam as regras na Europa?
Na Alemanha, a Bundesliga não possui limite de estrangeiros desde a temporada 2006/2007. Entretanto, para equilibrar o cenário, os clubes da Primeira e Segunda Divisões devem ter, no mínimo, 12 jogadores alemães sob contrato e uma exigência de atletas formados localmente no elenco.
A Inglaterra utiliza o conceito de "home grown player" (jogador formado no país). Dos 25 jogadores maiores de 21 anos inscritos, pelo menos oito precisam ter sido formados na Inglaterra ou no País de Gales por três anos antes de completarem 21 anos de idade.
Na Espanha, o limite é voltado para jogadores de fora da União Europeia (UE). Os clubes podem inscrever, no máximo, três atletas nessa condição, e todos podem atuar simultaneamente em campo.
A França adota um modelo de restrição para jogadores fora da UE, do Espaço Econômico Europeu (EEE) ou de países com acordos de cooperação específicos. Na Ligue 1, os clubes podem manter no máximo quatro atletas nessas condições em seus contratos.
Na Itália, a Serie A não define um número máximo de estrangeiros relacionados por jogo, mas impõe um limite de inscrição de apenas dois atletas extracomunitários por temporada. Além disso, os times devem registrar jogadores formados na base ou em outros clubes italianos.
Como operam as ligas nas Américas e Ásia?
Na Argentina, os clubes podem ter até seis estrangeiros no elenco, mas apenas cinco podem estar presentes em cada partida. Já no México, o limite de inscrição é de nove jogadores não formados no país, com a permissão de sete atuarem ao mesmo tempo.
Nos Estados Unidos, a MLS trabalha com um sistema de vagas negociáveis. Existe um total de 241 vagas de estrangeiros para serem distribuídas entre os 30 clubes da liga, o que permite que algumas equipes tenham mais ou menos de oito atletas internacionais.
No Japão, embora não haja um limite para a inscrição de estrangeiros, a regra limita a presença de apenas cinco jogadores de fora por partida na súmula oficial da competição.
Na Arábia Saudita, o limite de inscrição é de até 10 jogadores não sauditas por temporada. O Catar adotou um modelo semelhante, permitindo o registro de estrangeiros dentro de um elenco de até 28 atletas.
O cenário internacional mostra que as restrições variam entre limites de inscrição e limites de atuação em campo, refletindo diferentes estratégias para equilibrar o mercado global e a formação de talentos locais.
