Romário no Tupi: 20 anos atrás, atacante treinou em Juiz de Fora, mas não estreou em campo
Atacante treinou com o elenco e acompanhou vitória do Carijó do banco, mas registro internacional impediu atuação oficial
Por Redação Diário Local
A próxima sexta-feira (9) completa 20 anos da chegada de Romário ao Tupi, em Juiz de Fora. O atacante, que na época buscava o milésimo gol em sua carreira, chegou ao clube para disputar a Taça Minas, mas sua passagem foi marcada pela impossibilidade de estrear em campo.
Apesar de ter sido apresentado oficialmente e de participar de treinamentos com o elenco, Romário não pôde atuar em partidas oficiais. A situação de seu registro internacional, devido a prazos de transferência junto à CBF, impediu sua escalação pela equipe alvinegra.
Durante sua permanência, o jogador treinou com o grupo e acompanhou o desempenho do time no Estádio Municipal. Em um dos treinamentos, ele participou da atividade coletiva, embora não tenha marcado gols.
Por que Romário não estreou pelo Tupi?
A participação do atacante em jogos oficiais foi barrada por questões burocráticas. Na ocasião, o entendimento era de que o pedido de transferência não havia sido realizado dentro do prazo estipulado pela CBF, o que impediria o jogador de disputar partidas no Brasil antes da virada do ano.
A diretoria do clube chegou a buscar orientações jurídicas para tentar regularizar a situação, mas o impedimento persistiu. A possibilidade de escalar o jogador sem a devida habilitação trazia o risco de o Tupi sofrer a perda de pontos na competição.
O técnico Joel Martins, na época, chegou a ajustar o esquema tático para acomodar o reforço e mencionou que o time precisava de um período de adaptação para lidar com as mudanças no elenco.
O impacto da contratação em Juiz de Fora
A presença do atacante movimentou o futebol regional e atraiu público ao estádio municipal. Registros da época apontam que entre 2 mil e 3 mil pessoas acompanharam as atividades e partidas do período, incluindo torcedores de diferentes clubes.
No dia da partida contra o Democrata de Sete Lagoas, Romário acompanhou a vitória do Tupi por 2 a 1 diretamente do banco de reservas. Como ele não entrou em jogo, sua camisa número 11 foi autografada e entregue a um torcedor do clube.
A contratação gerou debates na cidade, com opiniões divididas entre o potencial de projeção para o clube e o alto investimento financeiro para o retorno esportivo que acabou não ocorrendo devido à falta de jogos.
