Acompanhamento da Seleção feminina sobe 41% na última década, aponta pesquisa da CBF
Levantamento realizado pela CBF e Instituto Nexus mostra avanço no interesse, mas aponta que 59% dos brasileiros acham o apoio insuficiente.
Por Redação Diário Local
O acompanhamento da Seleção Brasileira Feminina cresceu 41% entre os brasileiros na última década, de acordo com pesquisa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) realizada com o Instituto Nexus. O levantamento indica que o avanço foi impulsionado pela maior transmissão televisiva da modalidade, mas revela que mais da metade da população ainda não acompanha os jogos da equipe.
O estudo mostra que o aumento do interesse não é uniforme e concentra-se em perfis específicos. Entre brasileiros com renda superior a cinco salários mínimos, 51% afirmaram ter aumentado o acompanhamento da Seleção, índice que também foi registrado nas regiões Norte e Centro-Oeste.
O crescimento também foi observado entre homens e pessoas com ensino superior, ambos com 48% de aumento no interesse. Na faixa etária acima de 60 anos, o percentual de pessoas que passaram a acompanhar mais os jogos foi de 45%.
Em contrapartida, o avanço é menor em outros segmentos. Entre brasileiros de menor renda, o índice de crescimento foi de 36%, marca idêntica à registrada entre pessoas pretas e com baixa escolaridade. No Nordeste, o aumento foi de 35%, enquanto entre mulheres e pessoas com ensino médio o índice foi de 34%.
Por que o apoio à modalidade é considerado insuficiente?
Apesar do crescimento nos números, a pesquisa aponta uma percepção de falta de suporte. Para 59% dos entrevistados, o futebol feminino ainda não recebe o apoio e o reconhecimento que deveria.
Desse grupo, 32% reconhecem que houve avanço, mas consideram o resultado insuficiente, enquanto 27% entendem que o apoio continua abaixo do nível adequado. A sensação de falta de reconhecimento é medida em 68% entre pessoas com ensino superior e renda acima de cinco salários mínimos.
Copa do Mundo de 2027 será um teste de alcance
A realização da Copa do Mundo de 2027 no Brasil é vista como um momento decisivo para o setor. O torneio terá a capacidade de ampliar a exposição da Seleção e testar se a visibilidade conseguirá transformar o interesse momentâneo em um público recorrente.
A televisão aberta terá um papel central nesse processo. A CBF informou que o número de transmissores da modalidade dobrou em dois anos, passando de quatro para oito. Como exemplo de alcance, as quartas de final do Brasileirão Feminino de 2026 atingiram 29,5 milhões de telespectadores únicos na Globo.
O levantamento do Instituto Nexus ouviu 2.006 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 15 e 24 de agosto (24), em todas as 27 Unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
