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Copa do Mundo

Fifa destaca Vinicius Junior em relatório técnico sobre a Copa do Mundo de 2026

Relatório do Grupo de Estudos Técnicos da Fifa ressalta performance do atacante brasileiro na última Copa do Mundo.

Por Redação Diário Local

A Fifa apresentou, nesta sexta-feira (2), as conclusões de um relatório sobre a performance das 48 seleções durante a Copa do Mundo de 2026. O estudo do Grupo de Estudos Técnicos destacou a atuação do atacante Vinicius Junior, da seleção brasileira, descrevendo-o como um jogador de beirada explosivo e objetivo, com grande capacidade de criar oportunidades por meio de conduções com a bola.

Vinicius Junior foi titular nos cinco jogos disputados pelo Brasil no torneio, somando mais de 440 minutos em campo. O atacante registrou quatro gols e uma assistência, além de ter sido eleito o melhor jogador nas partidas contra Marrocos, Haiti e Escócia.

O relatório aponta que o jogador foi um dos cinco atletas que mais realizou conduções de bola até a grande área em toda a competição. Segundo Pascal Zuberbühler, especialista sênior em futebol da Fifa, o estilo de jogo do brasileiro foca em jogadas de um contra um e na busca direta pelo gol.

O estilo de jogo da seleção brasileira

O estudo indica que a estrutura tática do Brasil buscou potencializar as características de Vinicius Junior. A estratégia consistia em progredir inicialmente pelas zonas centrais para, depois, deslocar o foco para os corredores laterais.

Essa movimentação tinha o objetivo de isolar os jogadores de ponta, permitindo que recebessem a bola em espaços livres para enfrentar os defensores no mano a mano. O grupo de analistas utilizou seis ângulos de vídeo e cerca de 15 mil dados ao vivo para compor o diagnóstico.

Tendências técnicas e táticas identificadas

O projeto, orientado pelo diretor de Desenvolvimento do Futebol da Fifa, Arsène Wenger, identificou 11 tendências no torneio. Entre elas estão a pressão alta estruturada, a transição de ataque e a construção de jogadas com três atletas na última linha, modelo adotado por 63% das seleções, incluindo o Brasil.

O relatório também observou o aumento da participação dos goleiros na construção das jogadas, uma consequência da pressão alta exercida pelos adversários. O especialista Tom Gardner, líder de insights de desempenho da Fifa, afirmou que as seleções utilizaram um volume sem precedentes de dados e ferramentas de análise para preparar suas performances.

O Grupo de Estudos Técnicos foi composto por 11 membros, incluindo nomes como Jürgen Klinsmann, Gilberto Silva e Pablo Zabaleta. Ao todo, foram analisadas 104 partidas, com 40% delas acompanhadas por observação presencial e o restante via central de monitoramento em Miami.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.