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WTA nega pedido de tenista para usar braçadeira em homenagem a vítimas de acidente ferroviário

Kaitlin Quevedo tentou homenagear vítimas de colisão de trens na Espanha, mas foi impedida por regras do circuito feminino.

Por Redação Diário Local

A tenista Kaitlin Quevedo teve o pedido de usar uma braçadeira preta negado pela Associação de Tenistas Profissionais Femininas (WTA) durante o torneio WTA 250 de Guangzhou, na China. O acessório seria uma homenagem às 69 vítimas fatais da colisão entre trens ocorrida na Espanha, na última quarta-feira (28).

A atleta, de 20 anos e naturalizada espanhola, solicitou a permissão aos organizadores do evento como forma de solidariedade ao acidente ferroviário, que também deixou mais de 100 feridos perto de Madri. Entre os mortos no acidente estava a atleta espanhola Julieta Gallego, de 24 anos.

Apesar do impedimento do adereço, Quevedo garantiu sua classificação para as semifinais na China. A tenista, que é número 86 do ranking mundial, derrotou a suíça Jil Teichmann nesta sexta-feira (30) com parciais de 7/6 (7-2) e 6/3.

Por que a WTA negou o uso da braçadeira?

Existem diferentes interpretações sobre o motivo da negativa por parte do circuito feminino. Uma das justificativas apontadas é a restrição quanto à cor preta, sob o argumento de que o adereço poderia ser utilizado caso fosse de qualquer outra cor.

Por outro lado, há uma explicação baseada em uma resolução aprovada pela WTA em outubro de 2024. A norma proíbe a exibição de símbolos ou slogans associados a causas, movimentos ou organizações de beneficência no equipamento ou nas jogadoras, a menos que a iniciativa faça parte de uma campanha oficial apoiada pela própria WTA.

Divergência entre os circuitos feminino e masculino

A restrição não foi aplicada de forma igual no circuito masculino da ATP. Durante o torneio ATP 500 de Basileia, o tenista espanhol Rafael Jódar recebeu autorização para utilizar um laço preto preso à manga do uniforme para simbolizar solidariedade ao mesmo acidente ocorrido na Espanha.

A diferença de tratamento entre as federações ocorre mesmo com o fato de a regra da WTA ser específica para expressões de causas que não sejam oficiais do circuito. O caso de Quevedo, que também é atual campeã do SP Open, levanta questionamentos sobre a padronização de homenagens no tênis profissional.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.