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Assembleia Geral

Líderes da Argentina, Ucrânia e Venezuela discursam no segundo dia da Assembleia Geral da ONU

Segundo dia de discursos em Nova York inclui Javier Milei, Volodymyr Zelensky e Delcy Rodríguez após falas de Trump e Lula.

Por Redação Diário Local

Os presidentes da Argentina, Javier Milei; da Ucrânia, Volodymyr Zelensky; e da Venezuela, Delcy Rodríguez assumem o púlpito nesta quarta-feira (23) durante o segundo dia da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. A agenda de discursos marca a continuidade das reuniões do órgão internacional, que ocorre em meio a uma crise de representatividade admitida pelo secretário-geral António Guterres.

A programação de pronunciamentos nesta quarta-feira (23) conta ainda com os presidentes da Síria, Ahmed Al-Shaara; do Irã, Masoud Pezeshkian; e do Paraguai, Santiago Peña. O premiê da Espanha, Pedro Sánchez, também está confirmado na lista de autoridades que devem discursar no dia.

O primeiro dia do evento foi marcado por discursos de visões opostas entre o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula defendeu a soberania das nações latino-americanas ao afirmar que o Brasil "não cabe no quintal de ninguém" e pregou a cooperação internacional para combater o crime organizado, em vez do uso de poderio militar.

Durante sua fala, o presidente brasileiro também defendeu o combate ao feminicídio como uma causa global. Na sequência, Lula acompanhou o pronunciamento de Trump no plenário, embora os dois líderes não tenham se encontrado nos bastidores da organização, conforme informado pela Secretaria de Comunicação Social (SECOM).

Já o presidente dos EUA, Donald Trump, utilizou o tempo de fala — que durou mais de 30 minutos — para criticar o Tribunal Penal Internacional, chamando-o de "corte anti-americana". Trump também afirmou que o regime comunista em Cuba "vai cair" e que o governo cubano é um Estado falido, citando o envolvimento do secretário de Estado, Marco Rubio, em negociações com cubanos.

As declarações de Trump geraram reações imediatas: a comitiva de Cuba retirou-se do plenário logo após as críticas ao regime. O presidente americano também comparou os cartéis de drogas ao "Estado Islâmico do hemisfério ocidental" e afirmou que precisa decidir se deve "aniquilar" a República Islâmica do Irã para evitar a produção de armas nucleares.

Tensões nos bastidores da ONU

A movimentação dos líderes também foi acompanhada por incidentes de segurança nos corredores da sede da organização. Houve uma discussão entre agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos e uma autoridade da ONU quando os agentes tentaram impedir a presença da imprensa em um corredor por onde passaria o presidente americano.

O clima de divergência política também foi observado na recepção das falas. Enquanto Lula foi aplaudido ao tratar de questões sociais, a delegação dos Estados Unidos não acompanhou as manifestações de apoio durante o discurso do presidente brasileiro na Assembleia Geral.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.