Bordeaux é vendido por 1 euro para fundo dos EUA em acordo de reestruturação
Clube francês que declarou falência em 2024 passará por reestruturação de dívidas com o fundo Park Bench.
Por Redação Diário Local
O FC Girondins de Bordeaux anunciou, nesta quarta-feira (30), um acordo para a venda do clube ao fundo de investimento Park Bench pelo valor simbólico de 1 euro (R$ 6,50). A transação faz parte de uma estratégia para reestruturar as dívidas da equipe, que declarou falência em julho de 2024.
O acordo envolve a empresa de Gérard Lopez, atual proprietário do clube desde 2021, e o grupo Park Bench. O plano de continuidade estabelece a redução das obrigações financeiras do Bordeaux de aproximadamente 26 milhões de euros para 13 milhões de euros.
Além da redução do montante devido, a negociação prevê a ampliação do prazo de pagamento das dívidas de 10 para 12 anos. Como parte da operação, Lopez também abrirá mão dos créditos que possui contra a instituição e de qualquer direito de recuperar esses valores no futuro.
A transação também inclui a resolução de um litígio trabalhista com o ex-técnico Vladimir Petkovic. O ajuste busca encerrar a disputa judicial referente à relação de trabalho entre o treinador e o clube francês.
Análise e próximos passos
A entrada do novo grupo econômico ainda depende da análise de órgãos de controle financeiro do futebol francês. A Comissão Regional de Controle de Gestão da Liga de Futebol Nouvelle-Aquitaine deve ouvir os compradores nos próximos dias para avaliar o projeto e o planejamento para a próxima temporada.
O tribunal comercial também precisará homologar o plano de continuidade do clube para que a operação seja finalizada. Atualmente, o Bordeaux disputa a Regional 1, que equivale à sexta divisão do país, após enfrentar uma severa crise financeira.
A trajetória de declínio do seis vezes campeão francês começou a se acentuar com o acúmulo de um déficit de 40 milhões de euros, registrado em agosto. Em julho, a equipe chegou a ser excluída dos campeonatos nacionais da França após dificuldades na captação de recursos para a temporada.
A situação de risco de liquidação judicial havia sido agravada pela Direção Nacional de Controle e Gestão (DNCG), que manteve o clube fora das competições nacionais em decorrência da falta de garantias financeiras apropriadas.
