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Brasileiro morre na Turquia após ficar detido em centro de migração

Empresário de 33 anos estava em viagem turística e enviou localização de cela antes de ser dado como morto por autoridades.

Por Redação Diário Local

O empresário e programador brasileiro Lucas Nascimento de Medeiros, de 33 anos, morreu na Turquia após ser detido em um centro de migração. O caso ocorre após a família contestar a versão inicial das autoridades turcas, que afirmavam que o corpo do brasileiro havia sido encontrado em um hotel acompanhado de substâncias ilícitas.

Lucas estava no país para realizar um curso de falcoaria quando teria se envolvido em um incidente de intolerância religiosa. De acordo com relatos feitos por familiares, o brasileiro, que possui origem judaica, teria sofrido um desentendimento relacionado a símbolos religiosos que utilizava. O episódio resultou em sua detenção no Centro de Remoção de Harmandalı, em Esmirna, para fins de deportação.

Entre a madrugada de 5 e 6 de outubro, o programador enviou a localização do centro de detenção para a mãe via WhatsApp. Lucas planejava viajar para São Paulo nesta segunda-feira (12) para visitar sobrinhas recém-nascidas, mas parou de responder aos contatos nesta quinta-feira (8) e as mensagens deixaram de ser entregues no último sábado (10).

A primeira informação oficial recebida pela família foi de que um corpo havia sido localizado em um hotel junto ao passaporte e a drogas. O irmão da vítima, Marcos Medeiros, negou qualquer envolvimento de Lucas com substâncias ilícitas e questionou a inconsistência da informação, visto que o brasileiro estava sob custódia estatal.

Contestações sobre a custódia do brasileiro

A narrativa das autoridades foi contestada após a família apresentar as coordenadas de GPS enviadas por Lucas de dentro da cela do centro migratório. Segundo o irmão da vítima, após o confronto com os dados de localização, as autoridades turcas teriam admitido que o episódio ocorreu, de fato, dentro da unidade de detenção.

A família também manifestou insatisfação com a forma de comunicação da representação consular, que tem realizado contatos apenas por meio de ligações telefônicas. O boletim de ocorrência sobre o caso foi registrado no 7º Distrito Policial de São Paulo, após a Polícia Federal informar que não possui atribuição para lidar com o ocorrido.

Nesta quarta-feira (14), uma irmã de Lucas viaja para a Turquia com o intuito de realizar o reconhecimento do corpo. O empresário residia na Europa há cerca de sete anos antes de realizar a viagem turística ao país.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores (MRE), por meio do Consulado-Geral do Brasil em Istambul, informou que tem conhecimento do caso. O órgão afirmou que permanece em contato com a família e que a assistência consular devida está sendo prestada.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.