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Copiloto que tentou derrubar avião da Flydubai estava proibido de voar em Omã por extremismo

Aeronave que saiu de Dubai tinha 174 passageiros; o agressor teria sido encontrado com material extremista em 2024.

Por Redação Diário Local

O copiloto de um voo da companhia Flydubai que tentou derrubar uma aeronave nesta semana estava proibido de voar em Omã, seu país de origem. A restrição ao profissional era motivada por preocupações relacionadas a visões extremistas.

O homem teria sido encontrado em posse de material extremista no ano de 2024. A restrição de voo em território omanense, contudo, levanta questionamentos sobre se as autoridades locais compartilharam tais informações com outros países.

O agressor foi preso na Arábia Saudita e transferido, na quinta-feira (1), para os Emirados Árabes Unidos. Segundo informações de pessoas próximas ao assunto, ele deverá passar por interrogatório por parte de autoridades israelenses.

O incidente ocorreu durante um voo que partiu de Dubai com destino a Tel Aviv. O copiloto atacou o comandante da aeronave com uma faca e tentou derrubar o avião durante o trajeto.

O piloto indiano Smit Machchhar relatou, nesta sexta-feira (2), que precisou abrir a porta da cabine de comando em um esforço para salvar a vida e evitar a morte dos demais ocupantes.

Machchhar afirmou que estava deitado no chão e ferido após o ataque, mas conseguiu realizar a abertura da porta por dentro. O comandante declarou que, apesar de lutar pela própria vida, não permitiria que outras pessoas morressem.

Após a abertura da cabine, os passageiros conseguiram imobilizar o agressor. A aeronave transportava um total de 174 passageiros, sendo 166 deles de nacionalidade israelense.

Dois pilotos reservas que estavam a bordo assumiram o controle da aeronave. Eles realizaram o pouso de emergência com segurança em território da Arábia Saudita.

O copiloto afirmou ter agido sozinho durante o ataque. As autoridades de Israel tratam o caso como uma possível tentativa de ataque de motivação política de caráter jihadista.

Em comunicado oficial, a companhia aérea Flydubai informou que uma investigação completa sobre o caso já está em andamento. O objetivo é esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido.

O diretor executivo da companhia, Ghaith Al Ghaith, ressaltou a importância de aguardar os procedimentos legais. Segundo ele, é necessário permitir que o processo de investigação estabeleça os fatos de forma oficial.

Até o momento, não há confirmação sobre o compartilhamento de dados de segurança entre Omã e as demais autoridades envolvidas no caso. A apuração tenta entender se o histórico do profissional era de conhecimento das companhias aéreas.

A investigação deve agora cruzar os dados das autoridades de segurança da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e de Israel para determinar a extensão da ameaça.

O caso segue sob análise de órgãos de segurança internacional para verificar possíveis conexões com grupos extremistas mencionados nos relatórios iniciais de 2024.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.