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Coreia do Norte afirma que novas sanções não impedirão o desenvolvimento do país

Pyongyang acusou grupo de monitoramento da ONU de tentar deslegitimar a cooperação econômica entre o país e outras nações.

Por Redação Diário Local

O governo da Coreia do Norte afirmou, nesta segunda-feira (21), que não tolerará medidas de nações estrangeiras para restringir a cooperação econômica de Pyongyang com outros países. Em nota, o governo declarou que novas sanções internacionais não serão capazes de impedir o desenvolvimento do país ou a defesa de seus interesses fundamentais.

A declaração foi divulgada por um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Pyongyang. O governo norte-coreano acusou a Equipe Multilateral de Monitoramento de Sanções (MSMT) de fabricar um relatório com o intuito de deslegitimar o que o país define como cooperação econômica normal e mutuamente benéfica com outras nações.

A MSMT é um grupo composto por 11 membros da Organização das Nações Unidas (ONU) que atua no acompanhamento e na denúncia de violações de sanções contra o país. O embate ocorre após a divulgação de um relatório pelo grupo, nesta quarta-feira (16), sobre a atividade de trabalhadores norte-coreanos no exterior.

O que diz a equipe de monitoramento da ONU?

Segundo o relatório da MSMT, a Coreia do Norte continua a enviar trabalhadores para outros países, o que violaria resoluções estabelecidas pelo Conselho de Segurança da ONU. O grupo estima que essa prática gere uma receita de aproximadamente US$ 450 milhões a US$ 800 milhões em 2025.

Os valores arrecadados com a mão de obra estrangeira seriam destinados ao financiamento dos programas de mísseis balísticos e de armas nucleares do país. A equipe de monitoramento aponta que o uso desses recursos é uma forma de contornar as restrições internacionais aplicadas a Pyongyang.

A estimativa da MSMT indica que entre 35.600 e 101.280 trabalhadores norte-coreanos permanecem ativos em ao menos 17 países. A maior concentração desses trabalhadores foi identificada na China e na Rússia, conforme os dados levantados pelo grupo.

Diante do cenário, a equipe de monitoramento pediu que os países participantes implementem imediatamente as resoluções da ONU. A recomendação inclui o repatriamento dos trabalhadores norte-coreanos e a recusa de novas autorizações de trabalho para cidadãos do país.

O grupo de monitoramento é formado por representantes de países como Austrália, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Holanda, Nova Zelândia, Coreia do Sul, Reino Unido e Estados Unidos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.