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Economia

Banco Central da Coreia do Sul mantém taxa de juros em 3% após série de aumentos

Decisão do Banco Central da Coreia do Sul ocorre em meio a recorde nas exportações de semicondutores e inflação acima da meta.

Por Redação Diário Local

O Banco Central da Coreia do Sul (BoK) manteve a taxa de juros básica inalterada em 3% ao ano, em decisão divulgada nesta quinta-feira (22). O órgão monitora se o forte desempenho econômico impulsionado pela tecnologia pode elevar a demanda interna e pressionar a inflação.

O cenário econômico sul-coreano tem sido sustentado pelo crescimento global da inteligência artificial e pelo desempenho recorde das exportações de semicondutores. Esses fatores têm servido como suporte para a atividade do país nos últimos meses.

Em setembro, as exportações da Coreia do Sul ultrapassaram a marca de US$ 120 bilhões pela primeira vez. O resultado foi impulsionado pelo setor de chips, cujos embarques mais que triplicaram em relação ao mesmo período do ano anterior.

O país é um centro global de tecnologia, abrigando importantes fabricantes de chips de memória, como a Samsung Electronics e a SK Hynix. O volume recorde de vendas desses componentes é um dos pilares do crescimento atual.

Inflação permanece acima da meta

Apesar do recuo recente, a inflação ainda é um ponto de atenção para os formuladores de política. A inflação geral diminuiu para 2,9% no último mês, enquanto a taxa subjacente — que exclui os preços voláteis de alimentos e energia — caiu para 2,8%.

Ambos os indicadores permanecem acima da meta de 2% estabelecida pelo Banco Central. O BoK projeta que tanto o sólido crescimento econômico quanto a inflação acima do patamar desejado persistam no cenário atual.

A manutenção dos juros segue o entendimento de que os ganhos de produtividade e exportação precisam ser monitorados quanto ao seu efeito na demanda doméstica. Caso a inflação suba, o argumento para novos aumentos de taxas pode ganhar força.

Riscos externos e custos

Além dos indicadores internos, o Banco Central da Coreia do Sul acompanha atentamente a situação geopolítica mundial. Os formuladores de políticas monitoram o impacto das tensões no Oriente Médio sobre os custos globais.

O objetivo é avaliar se o aumento de tensões na região pode gerar pressões de custo adicionais. Tais variações podem afetar a estabilidade econômica e influenciar as próximas decisões sobre a política monetária do país.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.