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Diplomacia

Coreia do Sul exige desculpas da Ucrânia após divulgação de transferência de soldados norte-coreanos

Governo sul-coreano acusa Ucrânia de violar acordo de confidencialidade sobre dois militares norte-coreanos capturados na guerra.

Por Redação Diário Local

O Ministério do Exterior da Coreia do Sul convocou o embaixador da Ucrânia em Seul nesta segunda-feira (28) para protestar contra a divulgação de informações sobre a transferência de dois prisioneiros de guerra norte-coreanos.

O governo sul-coreano exige um pedido de desculpas formal do governo ucraniano, alegando que houve uma violação de um acordo de confidencialidade entre os dois países. Segundo Seul, a divulgação unilateral do caso aconteceu após o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, mencionar o envio dos militares durante um discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.

O presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, afirmou que a decisão da Ucrânia de tornar o caso público é decepcionante. Para o governo de Seul, a conduta prejudica a confiança mútua e causa danos às relações amistosas entre as duas nações.

O que diz a Ucrânia sobre o caso

A Ucrânia negou a existência de um acordo de confidencialidade sobre o assunto. Dmytro Lytvyn, assessor de Zelensky, argumentou que a Ucrânia é um país aberto e que divulgar o fato de que os soldados foram enviados para a República da Coreia seria apenas o relato de um acontecimento real.

A dinâmica do caso envolve interesses distintos: enquanto Seul buscava manter o sigilo para garantir a segurança dos soldados e de seus familiares na Coreia do Norte, a Ucrânia temia possíveis críticas internas caso a transferência impedisse a troca dos militares por soldados ucranianos mantidos pela Rússia.

Perfil dos militares envolvidos

Os dois militares norte-coreanos foram capturados pelas forças ucranianas em 2025, enquanto integravam um contingente que atuava ao lado de tropas russas no conflito contra a Ucrânia. Em entrevistas, os soldados expressaram o desejo de ter uma "vida normal" na Coreia do Sul.

Um dos militares relatou ter sido recrutado aos 17 anos para uma unidade de reconhecimento. A Coreia do Sul possui uma política de acolhimento a desertores norte-coreanos, pois considera os residentes da Coreia do Norte como cidadãos de seu próprio território sob sua Constituição.

Próximos passos e investigação

Os soldados passarão por interrogatórios e verificações de segurança conduzidos pelo Serviço Nacional de Inteligência (NIS) da Coreia do Sul. O processo busca verificar a identidade dos militares e os motivos do deslocamento, conforme previsto na Lei de Proteção e Apoio ao Reassentamento de Desertores Norte-Coreanos.

A investigação e a proteção temporária podem durar até 90 dias, com possibilidade de extensão. A decisão final sobre a concessão de proteção pode caber ao ministro da Unificação ou, por razões de segurança nacional, ao diretor do NIS.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.