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Argentina

Economia da Argentina apresenta inflação menor e superávit, mas pobreza e desemprego sobem

Apesar do superávit fiscal e da desaceleração dos preços, país vizinho enfrenta aumento da pobreza urbana e do desemprego em 2026.

Por Redação Diário Local

A economia da Argentina apresenta um cenário de contrastes em 2026. Enquanto as políticas de ajuste fiscal resultaram em superávit e desaceleração da inflação, indicadores sociais como pobreza e desemprego registraram alta no país vizinho.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), a inflação acumulada em doze meses está em 33,4%. Os índices mensais recentes mostram uma tendência de queda, com alta de 1,9% em setembro e de 1,7% em agosto.

A redução na velocidade de aumento dos preços acompanhou a baixa nos juros e os cortes de gastos públicos, que permitiram às contas argentinas registrar um superávit histórico. Esse movimento também contribuiu para a valorização do peso frente ao dólar.

O que acontece com a pobreza e a indigência?

Apesar do equilíbrio nas contas públicas, o custo social do ajuste tem sido sentido pela população. Após uma queda no final de 2025, quando o índice de pobreza atingiu 28,2%, o indicador voltou a subir em 2026.

Atualmente, a pobreza atinge pouco mais de 32% da população urbana argentina. A indigência — situação em que a renda não é suficiente para a cesta básica — também apresentou avanço, passando de 6,3% para 7,5%.

Nas grandes cidades, o cenário indica que um em cada 13 moradores não possui renda suficiente para suprir as necessidades básicas de alimentação do mês.

Como está o mercado de trabalho?

O setor de trabalho acompanha a deterioração de outros indicadores econômicos. A taxa de desemprego, que estava em 7,5% no fim de 2025, subiu para 7,9% no atual patamar de 2026, segundo o Indec.

O instituto aponta que o nível de emprego é sustentado pela busca de postos de trabalho e pelo aumento da informalidade, que hoje alcança 45% dos ocupados na Argentina. Esses trabalhadores não possuem benefícios como carteira assinada ou contribuição previdenciária.

O cenário empresarial também registra retração. Segundo o centro de estudos Fundar e o Centro de Economia Política Argentina, cerca de 30.633 empresas fecharam no país desde o início do mandato de Javier Milei, o que representa aproximadamente 6% dos empregadores privados.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.