EUA passam a exigir perfis de redes sociais abertos para concessão de visto a jornalistas
Departamento de Estado quer usar perfis públicos para identificar candidatos que representem ameaça à segurança nacional.
Por Redação Diário Local
Jornalistas estrangeiros que solicitarem vistos de trabalho para os Estados Unidos passarão a ter que manter seus perfis em redes sociais com configurações de privacidade "públicas" ou "abertas". A determinação, estabelecida pelo Departamento de Estado, entra em vigor nesta quinta-feira (1º).
A medida abrange representantes de veículos de comunicação estrangeiros e também inclui profissionais do Canadá e do México que possuam vistos das categorias TN e TD. O novo protocolo foca na transparência digital dos solicitantes durante o processo de análise migratória.
Segundo o Departamento de Estado, o objetivo é utilizar todas as fontes de informação disponíveis para identificar candidatos que possam ser considerados inadmissíveis no país. O governo busca detectar indivíduos que possam representar ameaça à segurança nacional ou à segurança pública.
Categorias de visto já afetadas pela regra
A exigência para jornalistas expande uma prática que já era prevista para diversas outras modalidades de entrada nos Estados Unidos. O controle de privacidade digital já é aplicado a diplomatas, oficiais e estudantes que buscam autorização para permanecer no território americano.
A lista de grupos submetidos a critérios similares também inclui trabalhadores temporários, estagiários e participantes de programas de intercâmbio. Além destes, pessoas com vistos para noivos e para ocupações religiosas também devem cumprir as normas de acesso às informações.
O governo de Donald Trump tem adotado medidas que impactam diferentes perfis de estrangeiros, incluindo imigrantes, turistas e profissionais. Em agosto, a gestão tentou suspender o agendamento de entrevistas para vistos de imigrantes em embaixadas e consulados ao redor do mundo.
A suspensão de agendamentos para quem busca o green card foi posteriormente revogada pela Justiça. Outra medida recente da administração foi a exigência de um caução de até US$ 20 mil (cerca de R$ 111 mil) para cidadãos de cerca de 50 nações.
A lista de países afetados pelo caução inclui nações como Cuba, Venezuela, Mongólia, Nicarágua, Nigéria e Angola. Essas ações fazem parte de um conjunto de políticas voltadas ao controle de entrada e da permanência de estrangeiros no país.
