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EUA revogam vistos de 27 autoridades da América Latina por corrupção e narcotráfico

Medida do governo americano atinge autoridades da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru por acusações de crimes.

Por Redação Diário Local

O governo dos Estados Unidos (EUA) anunciou, nesta segunda-feira (28), a revogação do visto de 27 autoridades e ex-autoridades da América Latina. A medida foi tomada sob acusações de corrupção e narcotráfico envolvendo os envolvidos.

As sanções impostas pelo governo americano têm efeito direto sobre os acusados e também sobre seus familiares, impedindo o ingresso de ambos no território norte-americano. De acordo com o comunicado, não há nomes de autoridades brasileiras na lista de restrições.

Os países afetados pela decisão são Bolívia, Colômbia, Equador e Peru. O grupo de sancionados concentra um número expressivo de cargos de alto escalão, incluindo magistrados, procuradores e ex-ministros.

Na Bolívia, a lista é a mais extensa e abrange funções como a de procurador-geral de Santa Cruz, juízes de instrução, ex-ministro da Justiça e da Transparência Institucional, além de coronéis da Polícia Boliviana. Além dos nomes citados, nove cidadãos bolivianos que não possuíam visto foram considerados inelegíveis para o documento, o que se estende aos seus parentes.

Na Colômbia, as medidas atingiram o setor privado e o legislativo. Estão entre os sancionados um empresário de um conglomerado que atua em setores como energia e iluminação pública, além de uma senadora filiada ao Pacto Histórico e ao Movimiento Alternativo Indigena y Social (MAIS).

No Equador, o Departamento de Estado aplicou restrições de visto a dois cidadãos equatorianos e suas respectivas famílias. A decisão segue o mesmo padrão de bloqueio de entrada para os familiares dos acusados.

Já no Peru, a sanção foi direcionada a um cidadão e sua família. O nome incluído na medida é o de Juan Carlos, que atua como juiz do Primeiro Circuito do Tribunal Constitucional de Lima.

A decisão dos EUA reforça o uso de sanções consulares como ferramenta de resposta a investigações envolvendo crimes transnacionais, como o tráfico de drogas e esquemas de corrupção institucional na região.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.