Filha de vítima de ataque nos EUA critica plano de transmitir execução ao vivo
Keely Cahill Vanacker afirma que a ideia de exibir o procedimento ao vivo transforma tragédia em entretenimento e não traz desfecho às famílias.
Por Redação Diário Local
A filha de uma das vítimas do ataque a tiros ocorrido em Fort Hood, nos Estados Unidos, criticou o plano de transmitir ao vivo a execução de Nidal Malik Hasan. Keely Cahill Vanacker afirmou que a iniciativa transforma uma tragédia em entretenimento e não oferece às famílias um desfecho para a perda de seus parentes.
Vanacker declarou que a transmissão não tem relação com a justiça, mas sim com o entretenimento, e pode ampliar o sofrimento dos familiares caso as imagens circulem nas redes sociais. Segundo ela, a possibilidade de exibir o procedimento ao vivo não foi discutida com as famílias durante o processo.
O que se sabe sobre a execução
A execução de Hasan será realizada por um pelotão de fuzilamento. O Pentágono anunciou a medida na segunda-feira (5) e a data foi marcada pelo secretário interino do Exército, Adam Telle, para o dia 3 de dezembro, às 14h (horário local).
A decisão pela execução por fuzilamento foi recomendada pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, e aprovada pelo presidente Donald Trump. Na última semana, Hegseth afirmou que o público deveria poder assistir ao procedimento para compreender as consequências de ataques como o ocorrido em Fort Hood.
Um funcionário do Pentágono confirmou na quinta-feira (8) que a execução será transmitida ao vivo, mas ainda não foram detalhados os meios técnicos que serão utilizados para a transmissão.
Histórico do ataque em Fort Hood
Nidal Malik Hasan foi condenado em julho de 2013 por 13 acusações de homicídio premeditado e 32 de tentativa de homicídio. O ataque ocorreu em uma base militar, quando Hasan abriu fogo contra militares em um centro de processamento médico durante exames para mobilização.
Na ocasião, Hasan também disparou contra soldados que tentavam fugir e trocou tiros com policiais. Esta execução será a primeira por pelotão de fuzilamento realizada pelo Exército dos Estados Unidos desde a Segunda Guerra Mundial.
A transmissão pública pode levantar questões sobre o Regulamento 190-55 do Exército, que estabelece quem pode presenciar execuções militares e proíbe a presença de menores de idade. O marechal-preboste geral do Exército possui autoridade para dispensar certas disposições, desde que não contrarie leis superiores.
