Diário Local
Estados Unidos

Promotores reabrem investigação sobre suposto estupro coletivo na Universidade Cornell

Promotoria de Nova York reabre apuração sobre caso ocorrido em 2024 após estudante processar a instituição e sete homens.

Por Redação Diário Local

Promotores do Estado de Nova York reabriram uma investigação sobre o suposto estupro de uma mulher na Universidade Cornell, ocorrido em 2024. A decisão ocorre após a vítima entrar com uma ação civil contra a instituição, a fraternidade Chi Phi e sete estudantes.

Na ação judicial, a estudante, identificada pelo nome fictício Jane Doe, alega que foi dopada e abusada em uma casa de fraternidade no campus. Ela também acusa a universidade de não ter oferecido proteção adequada nem aplicado punições suficientes aos homens envolvidos no episódio.

O que a vítima alega no processo?

De acordo com a ação civil de 101 páginas, o incidente teria ocorrido na noite de 19 de outubro de 2024. A estudante, que na época tinha 20 anos, alega que foi alvo de agressão sexual e física por parte de sete homens da fraternidade Chi Phi, utilizando álcool e a droga cetamina.

A acusação afirma que a mulher estava embriagada e sem condições de consentir com os atos. O processo aponta violações da Lei de Direitos Humanos de Nova York e quebra de contrato, sendo movido contra a universidade, a fraternidade, a irmandade estudantil e os estudantes envolvidos.

O advogado da vítima informou que ela comunicou o caso à polícia da Universidade Cornell em 8 de novembro de 2024 e que abandonou a instituição após o ataque. A ação também menciona mensagens de um grupo de comunicações da fraternidade que conteriam alertas sobre o encontro sexual.

Como a universidade respondeu às acusações?

A Universidade Cornell afirmou que apoia a condução do caso a um grande júri, mas negou ter sido omissa. A instituição declarou que o caso foi analisado por um painel de professores e funcionários, que aplicou sanções como suspensões e expulsões.

A universidade também contestou a afirmação de que os envolvidos teriam tido benefícios, como a possibilidade de apenas redigir textos para evitar punições mais graves. Segundo a instituição, nenhum acusado recebeu a redação de textos como única consequência pelo envolvimento no caso.

Em comunicado divulgado na terça-feira (30), a universidade afirmou que medidas restritivas foram aplicadas logo após a denúncia. A governadora do Estado de Nova York, Kathy Hochul, confirmou que a instituição concordou em permitir uma investigação independente e externa sobre os fatos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.