Irã propõe reabertura do Estreito de Ormuz em sete dias sob condição de fim de bloqueio dos EUA
Teerã apresentou nova proposta de acordo para encerrar hostilidades e condicionou a retomada da navegação ao alívio da pressão militar por Washington.
Por Redação Diário Local
O Irã pode reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias caso os Estados Unidos suspendam o bloqueio aos portos iranianos e reduzam a pressão militar, informou um alto funcionário iraniano nesta terça-feira (22).
A declaração foi feita por um representante da delegação iraniana que participa da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Segundo a fonte, o grupo tem plena autoridade para retomar as relações diplomáticas com Washington, desde que os EUA tomem medidas concretas.
Esta semana, o governo de Teerã entregou aos Estados Unidos, por meio de mediadores, uma nova proposta de acordo para encerrar as hostilidades entre os dois países. O Irã defende que Washington oficialize o desejo de resolver a questão diplomaticamente e estabeleça um cronograma para o processo.
Aproveitando a Assembleia Geral da ONU, o funcionário destacou que o evento é uma oportunidade para os EUA retomarem a diplomacia. De acordo com o governo iraniano, Teerã acolheria com satisfação a retomada das relações caso haja o cumprimento de compromissos por parte de Washington.
Apesar da abertura para o diálogo, o cenário militar segue de alta tensão. No domingo (20), o Comando Militar Central do Irã emitiu um comunicado afirmando que retaliará "sem qualquer limitação" contra alvos e interesses dos Estados Unidos no Oriente Médio, caso sofra novos ataques em seu território.
O alerta militar ocorreu após relatos de que o governo de Donald Trump estaria preparando uma nova escalada na guerra, que já dura mais de seis meses. O comando iraniano alertou ainda que nações do Oriente Médio que derem "sinal verde" para ataques dos EUA serão consideradas partes do conflito e não terão contenção das Forças Armadas iranianas.
No campo das lideranças, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, que viajou para Nova York na manhã desta terça-feira (22), não deve se encontrar com o presidente americano durante a viagem. A movimentação diplomática ocorre em meio a um período de exigências enviadas pelo Irã, no último sábado (20), para o fim da guerra na região.
Por outro lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou postura rígida no domingo (20). Em declaração, ele afirmou estar decidindo a intensidade das ações contra o país e prometeu que "grandes coisas acontecerão em um futuro não tão distante".
