Marco Rubio afirma que Irã perdeu controle total do Estreito de Ormuz
Secretário de Estado dos EUA afirma que o tráfego de petróleo na rota marítima retornou a níveis próximos aos de antes do conflito.
Por Redação Diário Local
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira (7) que o Irã perdeu o controle total sobre o Estreito de Ormuz. Segundo o diplomata, o volume de petróleo que circula pela rota marítima já se aproxima dos níveis registrados antes do início do conflito atual.
A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa em Atenas, na Grécia, país que integra a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Rubio cumpre agenda de viagem oficial pela Europa como braço direito do presidente Donald Trump.
O secretário minimizou a capacidade de influência da força militar iraniana na região. Durante o pronunciamento, ele defendeu que o Irã se tornou um ator muito menos poderoso no controle das águas estratégicas.
O fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz vem sofrendo interrupções desde o fim de fevereiro, com o início da guerra. A República Islâmica do Irã estabeleceu um bloqueio na rota marítima como forma de resposta aos ataques realizados por Israel e pelos Estados Unidos.
A área de navegação é considerada vital para a economia global, pois é por ela que passam 20% de todas as exportações mundiais de petróleo. O restabelecimento parcial do tráfego, de acordo com o governo americano, sinaliza o enfraquecimento do bloqueio imposto pelo Irã.
Além da questão militar e logística, Rubio abordou o impacto das medidas de pressão econômica. O secretário de Estado afirmou que as sanções aplicadas pelos Estados Unidos estão afetando duramente as finanças da República Islâmica.
Para o governo dos Estados Unidos, o cerco econômico contra o país do Oriente Médio deve intensificar os problemas internos. Rubio previu que a situação financeira do Irã poderá se tornar "catastrófica" em um futuro próximo devido às sanções.
O cenário no Estreito de Ormuz permanece sob monitoramento internacional devido à importância estratégica da via para o suprimento energético mundial e para a estabilidade do comércio de combustíveis.
