Milei chama Lula de 'ditador comunista' e apoia Flávio Bolsonaro em evento nos Estados Unidos
Durante discurso em Washington, presidente da Argentina criticou o governo brasileiro e declarou apoio a candidato à Presidência.
Por Redação Diário Local
O presidente da Argentina, Javier Milei, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de "ditador comunista" e afirmou que o brasileiro será retirado do poder "a chutes". As declarações foram feitas durante a Gala da Herança Hispânica, em Washington, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (14).
Durante o discurso no evento, Milei manifestou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro, que disputa o segundo turno das eleições. O mandatário argentino declarou que o candidato se imporia diante de Lula, ao qual associou o Foro de São Paulo e o ex-líder cubano Fidel Castro.
Ao finalizar a fala, o presidente argentino cumprimentou o deputado Eduardo Bolsonaro no palco e reiterou os ataques ao governo brasileiro. Milei afirmou que pretende expulsar o presidente do Brasil "a chutes" e disse que o objetivo é "pintar o continente de azul", em alusão à expansão de governos de direita na América Latina.
Além de Lula, Milei e Eduardo Bolsonaro também fizeram referências ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, chamando-o de "lixo careca". O deputado participou da gala como convidado de honra e também subiu ao palco para discursar durante a cerimônia.
O evento foi realizado no Andrew W. Mellon Auditorium, na capital norte-americana, e organizado pela plataforma Latino Wall Street e pelo portal La Derecha Diario. O encontro reuniu políticos, empresários e representantes da direita conservadora.
Durante a programação da cerimônia, o presidente da Argentina recebeu o prêmio Hispanic Heritage Leadership and Global Impact Award. A honraria é um reconhecimento por sua liderança e impacto global no cenário internacional.
A presença de Eduardo Bolsonaro ao lado de Milei ocorreu no contexto de uma série de encontros entre o parlamentar e o líder argentino nos Estados Unidos. A gala reuniu figuras de diversos setores da ala conservadora para debates e homenagens.
O discurso de Milei reforçou o alinhamento ideológico entre as lideranças presentes e a pauta de direita no continente. A fala sobre a mudança de cor do continente em referência ao azul buscou simbolizar a ascensão de novos governos na região.
