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Movimento 'I am Jane Doe' ganha força após denúncia de estupro coletivo em universidade nos EUA

Milhares de publicações em apoio a jovem que acusa estudantes de estupro coletivo mobilizam redes sociais e campus nos Estados Unidos

Por Redação Diário Local

Milhares de postagens com a frase “I am Jane Doe” (Eu sou Jane Doe) circulam nas redes sociais em apoio a uma jovem que acusa sete membros de uma fraternidade da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, de estupro. A mobilização em defesa da vítima ganhou força após a divulgação de uma ação judicial movida contra a instituição de ensino, sob a alegação de que a universidade não ofereceu a proteção necessária.

O movimento digital busca proteger a identidade da estudante contra tentativas de grupos de divulgarem seu nome real na internet. As publicações costumam ser acompanhadas por relatos de abuso e violência sexual, remetendo ao movimento #MeToo, que ganhou impacto mundial em 2017.

Na última segunda-feira (5), centenas de manifestantes ocuparam o campus da Universidade Cornell, no estado de Nova York, para protestar contra a condução do caso pela administração. Durante os atos, houve relatos de paredes pichadas e vidros quebrados na instituição.

Os manifestantes exigem a abertura de uma investigação externa sobre a atuação da administração universitária e a realização de audiências independentes. O grupo também reivindica a adoção de sanções mínimas padronizadas para casos de violência sexual no campus e a renúncia do presidente da universidade.

Além das medidas disciplinares, os participantes defendem melhorias no treinamento da polícia universitária para o atendimento de denúncias de assédio e violência. A ocupação ocorreu em uma das prestigiadas universidades da Ivy League, em Ithaca.

Na ação civil, a jovem que utiliza o pseudônimo "Jane Doe" relata que o crime ocorreu em uma noite de outubro de 2024. Segundo a denúncia, ela teria ido à fraternidade Chi Phi, uma associação estudantil masculina, para encontrar um amigo.

De acordo com o processo, a vítima teria sido incentivada a consumir grandes quantidades de álcool e drogas antes de ser estuprada e submetida a maus-tratos por sete estudantes durante quase sete horas. A denúncia aponta que a instituição aplicou punições consideradas brandas aos acusados.

A ação judicial inclui capturas de tela de um grupo de mensagens da fraternidade como prova. Nas conversas apresentadas, os estudantes acusados teriam convidado outros colegas para entrar no quarto onde a jovem estava. O caso voltou a ter repercussão no fim de setembro, após um jornal estudantil revelar os detalhes da ação judicial.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.