Conselho de Segurança da ONU encerra votação sem eleger novo secretário-geral
Votação entre os 15 membros terminou sem consenso, pois todos os sete candidatos indicados receberam vetos de membros permanentes.
Por Redação Diário Local
O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) encerrou nesta sexta-feira (17) uma nova votação para eleger o próximo secretário-geral do órgão sem alcançar um consenso. O pleito terminou sem a eleição de um representante, uma vez que todos os sete nomes indicados para a disputa foram barrados por vetos de membros permanentes do conselho.
Para que uma indicação seja aprovada, o candidato precisa angariar o apoio de ao menos nove membros do conselho e não receber o veto de nenhum dos cinco integrantes permanentes — Estados Unidos, China, França, Reino Unido e Rússia. No processo atual, todos os indicados receberam ao menos dois vetos, o que inviabilizou a escolha.
A costarriquenha Rebeca Grynspan, que era apontada como uma das favoritas para assumir o cargo, não conseguiu a aprovação após receber o desencorajamento de dois membros permanentes do Conselho de Segurança.
Os outros candidatos que participaram da votação nesta sexta-feira (17) foram Carolyn Rodrigues (Guiana), Rafael Grossi (Argentina), Macky Sall (Senegal), Olara Otunnu (Ugano), María Fernanda Espinosa (Equador) e Ivonne A-Baki (Equador).
Com a indefinição, o caminho ficou aberto para que novos nomes sejam apresentados nas próximas semanas. Segundo diplomatas consultados, há um entendimento de que os membros permanentes, especialmente os Estados Unidos, não estão satisfeitos com a lista de nomes que foi submetida à votação.
Entre as novas possibilidades ventiladas, ganhou destaque Lana Nusseibeh, ministra-adjunta do Ministério das Relações Exteriores e representante permanente dos Emirados Árabes Unidos na ONU. Para fontes diplomáticas, Nusseibeh pode ser uma indicação costurada para ter o apoio do grupo dos cinco permanentes (P5).
Outras figuras que surgem como possibilidades incluem o búlgaro Nikolaï Mladenov, que atua como alto representante para Gaza, e nomes como Alicia Bárcena, secretária de Meio Ambiente e Recursos Naturais do México, além de Patricia Espinosa, também mexicana e ex-secretária-executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC).
Há também uma mobilização internacional para que o posto seja ocupado por uma mulher latina. A justificativa para o movimento é que a América Latina é a única região que nunca teve um secretário-geral e que a organização nunca foi liderada por uma mulher.
