Polícia da Índia prende fundador do movimento Barata antes de protesto em Nova Délhi
Abhijeet Dipke e outros líderes foram detidos antes de manifestação contra a comissão eleitoral em Nova Délhi.
Por Redação Diário Local
A polícia da Índia prendeu, neste sábado (10), Abhijeet Dipke, fundador do movimento "Barata", antes de um protesto que exigia a renúncia do principal responsável pela comissão eleitoral do país. A detenção ocorreu em Nova Délhi, cidade onde milhares de pessoas eram esperadas para a manifestação em Jantar Mantar.
Além de Dipke, a polícia também deteve outros dois líderes do grupo, Saurav Das e Ashutosh Ranka, logo após o desembarque de um voo. Segundo o próprio movimento, os agentes abordaram Dipke no aeroporto da capital, após sua chegada de Mumbai, e solicitaram o cancelamento da manifestação.
As autoridades indianas proibiram o ato, alegando que o pedido para a realização do protesto foi apresentado fora do prazo legal. Na última sexta-feira (09), a polícia confirmou a negativa de autorização para a mobilização.
Para impedir o encontro, as forças de segurança isolaram a área de Jantar Mantar, local tradicional para demonstrações, utilizando barreiras metálicas. Milhares de policiais foram mobilizados para atuar no local e em suas proximidades para conter possíveis aglomerações.
Como parte das medidas de controle, as autoridades impuseram a suspensão do acesso à internet móvel na região. Além disso, registrou-se a possibilidade de restrições nos serviços ferroviários e em estações de metrô para dificultar o deslocamento de manifestantes pela capital.
Qual o objetivo do protesto?
Os manifestantes exigem a renúncia de Gyanesh Kumar, principal responsável pela comissão eleitoral da Índia. O grupo acusa a instituição de supostas irregularidades nas listas de eleitores do país.
O movimento "Barata", formado por jovens indianos, ganhou projeção recente ao protestar contra vazamentos de provas e irregularidades em exames e concursos públicos. Essas mobilizações têm aumentado a pressão política sobre o governo do primeiro-ministro Narendra Modi.
O histórico recente do grupo inclui a participação em manifestações que contribuíram para a renúncia do ministro da Educação da Índia, ocorrida em julho. A atual campanha de protestos tem contado com o apoio da oposição parlamentar.
