Gustavo Petro questiona resultado de eleição na Colômbia e alega fraude algorítmica
O presidente colombiano não reconheceu a vitória de Abelardo de la Espriella e convocou protestos para o dia 20 de julho.
Por Diário Local
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta segunda-feira (6) que não reconhece a legitimidade do resultado das eleições presidenciais realizadas no país. O mandatário declarou que existem evidências de fraude eleitoral por meio de métodos algorítmicos e financiamento estrangeiro, o que contraria a Constituição colombiana.
Em publicação feita em sua rede social, Petro disse que não considera válida a vitória de Abelardo de la Espriella, vencedor do pleito. O presidente afirmou que reconhece apenas o candidato de esquerda, Iván Cepeda, derrotado no segundo turno, declarando aceitar a decisão do povo colombiano em favor do filósofo.
O anúncio das suspeitas de irregularidades ocorre em um momento de tensão política. Um dia antes de mencionar a fraude, Petro já havia convocado protestos para o dia 20 de julho, data da independência da Colômbia, com o objetivo de defender as reformas sociais implementadas durante sua gestão.
O presidente colombiano também anunciou que fará um discurso de despedida antes da posse do novo governo, programada para agosto. A medida ocorre enquanto o país atravessa o processo de transição de comando.
Apesar das alegações de Petro, o ex-candidato Iván Cepeda reconheceu o resultado das votações. No entanto, o político afirmou que pretende adotar uma postura de desobediência civil caso o futuro governo mantenha um alinhamento com a política dos Estados Unidos.
O presidente eleito, Abelardo de la Espriella, é representante da direita e não possui experiência prévia em cargos públicos. De la Espriella defende a redução da máquina estatal, o estímulo ao investimento privado e o endurecimento do combate contra guerrilhas e organizações ligadas ao narcotráfico.
Durante o período de transição, o eleito também alegou ter identificado indícios de irregularidades no governo atual. Segundo ele, foram encontrados contratos sem licitação firmados pela administração de Petro.
A posse de De la Espriella está prevista para agosto, encerrando o mandato de Gustavo Petro em meio ao aumento das tensões diplomáticas e políticas no território colombiano.
