Cerca de 20 mil pessoas protestam em Madri contra gestão de Pedro Sánchez na crise de Ceuta
Manifestantes reunidos na capital espanhola criticam resposta do governo à chegada de migrantes e pedem novas eleições gerais.
Por Redação Diário Local
Cerca de 20 mil pessoas protestaram no centro de Madri, na Espanha, no sábado (26), contra a gestão do governo espanhol na crise migratória de Ceuta. Os manifestantes exigiram eleições gerais antecipadas e responsabilizaram o primeiro-ministro Pedro Sánchez por falhas na proteção das fronteiras do país.
O ato foi organizado pela plataforma Sociedade Civil Espanhola, de orientação à direita, com o apoio dos partidos Partido Popular (PP) e Vox. A mobilização reuniu cidadãos que defendem medidas mais rígidas para o controle da imigração no território espanhol.
A estimativa de público, que gira em torno de 20 mil pessoas, foi divulgada pela delegação do governo em Madri, comandada pelo Partido Popular. Durante o percurso pelo centro da capital espanhola, os manifestantes agitaram bandeiras da Espanha em protesto.
Motivos da mobilização
O protesto é uma resposta direta à crise ocorrida nos dias 30 e 31 de julho, quando mais de 70 mil migrantes vindos do Marrocos chegaram a Ceuta, enclave espanhol localizado no norte da África. A entrada em massa gerou uma crise humanitária na região.
Embora a maioria dos migrantes tenha retornado ao Marrocos poucas horas após a chegada, milhares de pessoas permaneceram em Ceuta por semanas. O grupo passou a dormir nas ruas, o que sobrecarregou os recursos e os serviços da cidade autônoma.
Em manifesto divulgado pelos organizadores, foram apresentadas três exigências principais: a realização de eleições gerais antes de 15 de novembro; o retorno de todos os migrantes que entraram em Ceuta para o Marrocos; e a abertura de um processo contra Pedro Sánchez por traição.
De acordo com o calendário eleitoral da Espanha, as próximas eleições gerais deveriam ocorrer até agosto de 2027, ainda sem uma data oficial estabelecida pelo governo vigente.
Resposta das autoridades
Desde o início da crise, o governo espanhol adotou medidas para conter o impacto no enclave, como o envio de policiais e militares para o território. Também foram implementadas a ampliação da capacidade dos centros de acolhimento temporário e o aumento do financiamento ao governo local.
Apesar dessas ações, grupos locais e partidos de oposição classificam as medidas como insuficientes para lidar com a situação de Ceuta. As críticas focam na percepção de falha na proteção das fronteiras nacionais.
