Diário Local
Mundo

Manifestações na França deixam 270 presos e incêndio em prédio de turismo em Lyon

Manifestantes em cidades como Paris e Lyon protestam contra o aumento do custo de vida e a qualidade do ensino público.

Por Redação Diário Local

Mais de 270 pessoas foram detidas em cidades da França neste sábado (17) durante manifestações contra o aumento do custo de vida e a precarização do ensino. Os atos mobilizaram estudantes, sindicatos e grupos do movimento "coletes amarelos" em locais como Paris e Lyon.

O Ministério do Interior da França classificou os episódios como "atos de violência direcionados", apontando tentativas de saques e ataques contra a polícia. Em Lyon, um posto de atendimento ao turista foi alvo de incêndio. Em Marselha, um grupo de manifestantes chegou a invadir a prefeitura antes de ser retirado pelas forças de segurança.

Em cidades como Paris, Bordeaux e Lyon, a polícia utilizou gás lacrimogêneo para conter os grupos. O movimento ocorre após três semanas de protestos liderados por estudantes, que buscam apoio de trabalhadores e outros movimentos sociais para ampliar as reivindicações da categoria.

O que motivou os protestos?

As manifestações têm como foco central a insatisfação com o encarecimento do custo de vida e a queda na qualidade dos serviços públicos, especialmente no setor educacional. Manifestantes relataram que a mobilização busca promover mudanças diante da sensação de que as questões sociais não avançam.

O cenário de instabilidade ocorre em um período de debates sobre a capacidade de ação do governo e preocupações com a dívida pública. Além disso, a inflação e a proximidade das eleições presidenciais francesas, marcadas para o primeiro semestre de 2027, compõem o contexto de tensão no país.

Reação das autoridades e políticos

O presidente Emmanuel Macron apelou pela calma e instou os manifestantes a demonstrarem respeito pelas pessoas e pelo patrimônio público. O governo também expressou preocupação de que demandas legítimas possam estar sendo exploradas por forças políticas para ganhos eleitorais.

O ministro Sébastien Lecornu afirmou, na última quarta-feira (14), que o partido de esquerda "A França Insubmissa" estaria utilizando o movimento estudantil para obter vantagens políticas. Já o ministro da Educação, Édouard Geffray, defendeu que a violência deve acabar e que apenas o diálogo poderá resolver a situação.

No campo da oposição, o líder do partido "Reunião Nacional", Jordan Bardella, manifestou preocupação com o caos, enquanto Jean-Luc Mélenchon, da "A França Insubmissa", afirmou em redes sociais que as manifestações em Paris ocorrem de maneira calma e organizada.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.