Suprema Corte dos EUA permite cruzamento de dados para checar cidadania de eleitores
Decisão autoriza estados a cruzarem listas de votação com dados do Seguro Social para identificar não cidadãos nos cadastros.
Por Redação Diário Local
A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou, nesta sexta-feira (25), a retomada de uma versão ampliada do sistema federal usado para verificar a cidadania de pessoas registradas para votar. A decisão permite que autoridades estaduais voltem a cruzar listas de eleitores com dados federais, incluindo números do Seguro Social, para identificar possíveis não cidadãos nos cadastros eleitorais.
A medida atende a um pedido do Departamento de Justiça para suspender uma decisão de uma juíza federal que havia bloqueado o uso da versão modificada do banco de dados. O caso envolve o sistema Systematic Alien Verification for Entitlements (SAVE), que é administrado pelo Departamento de Segurança Interna (DHS).
A autorização ocorre pouco mais de um mês antes das eleições de meio de mandato, marcadas para novembro, quando estarão em disputa as cadeiras no Congresso americano. O governo de Donald Trump tem defendido a ampliação da participação federal na checagem dos cadastros, embora a organização das eleições seja responsabilidade principalmente dos estados.
A decisão da Suprema Corte não encerra a disputa sobre a legalidade definitiva do sistema. Ela permite que a administração Trump utilize a ferramenta enquanto o processo judicial sobre a validade da medida continua em tramitação nos tribunais.
Como funciona o sistema SAVE?
O SAVE foi criado para que autoridades verifiquem a cidadania e o status migratório de pessoas que solicitam benefícios ou passam por procedimentos governamentais. Em 2025, o governo Trump modificou o funcionamento da ferramenta para torná-la mais abrangente.
A atualização incorporou dados da Administração da Seguridade Social (SSA), permitindo consultas em grande escala e buscas a partir do número do Seguro Social. Segundo o governo, o objetivo é encontrar estrangeiros que estejam indevidamente registrados para votar.
Onde o sistema já era utilizado?
Antes da decisão desta sexta-feira (25), o uso da versão modificada do SAVE já estava autorizado em quatro estados devido a outro processo judicial: Flórida, Iowa, Indiana e Ohio. Nessas localidades, as autoridades já cruzavam ou planejavam cruzar cadastros eleitorais com informações federais.
Em alguns desses estados, eleitores apontados como possíveis não cidadãos tiveram seus registros submetidos a revisão ou cancelamento. Com o novo entendimento da Suprema Corte, a possibilidade de utilização do sistema é ampliada para outras regiões enquanto a controvérsia jurídica avança.
