Donald Trump assina decreto para ampliar acesso ao diesel isento de impostos nos EUA
Medida permite compra de diesel com corante vermelho para uso em vias públicas e visa reduzir custos em meio a conflitos no Oriente Médio.
Por Redação Diário Local
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (5) um decreto para ampliar o acesso ao diesel isento de impostos no país. A medida permite que o combustível marcado com corante vermelho, antes restrito ao uso fora de estrada, possa ser utilizado também em vias públicas.
A decisão visa aliviar o impacto dos altos preços do combustível, que atingiram o recorde de US$ 6,50 por galão no mês passado. O diesel é um insumo essencial para o transporte rodoviário de mercadorias e para o setor produtivo.
Até então, o diesel com corante vermelho era utilizado especificamente por máquinas agrícolas, geradores e equipamentos de construção. Com a nova diretiva, a exigência de uso exclusivo fora de estradas será afastada, permitindo que qualquer pessoa compre o produto com a isenção.
Como funcionará a isenção de impostos?
A ordem divulgada pela Casa Branca instrui o Departamento do Tesouro, em consulta com o Pentágono, a adiar o pagamento do imposto federal sobre o consumo desse diesel em vias públicas pelo restante do ano. O adiamento deve ocorrer sem a aplicação de juros ou multas.
O texto também solicita que o governo explore formas de eliminar a obrigação de pagar esses impostos adiados futuramente. "Espero que não precisemos disso por muito tempo", afirmou Trump sobre a medida.
Logística e acesso para agricultores
Para garantir o abastecimento, o secretário de Agricultura dos EUA deve assegurar o acesso dos produtores ao diesel marcado em áreas de alta demanda. Além disso, o secretário de Transportes coordenará com os estados, líderes do setor e sindicatos o acesso ao combustível.
A movimentação ocorre em um contexto de instabilidade global causada pela guerra entre EUA e Israel contra o Irã, além da invasão russa na Ucrânia. Esses conflitos afetaram refinarias no Oriente Médio e na Rússia, encarecendo o combustível.
Na semana passada, os países do G7 anunciaram a liberação de 100 milhões de barris de diesel após pressão de Trump, que chegou a considerar a proibição das exportações americanas do produto. O cenário de preços altos também reflete a preocupação dos norte-americanos com o custo de vida.
